Silvana Lucas
Tubarão
Os tubaronenses de algumas comunidades precisam conviver com a falta de pontes. Basta sair da região central para verificar a dificuldade de alguns moradores no deslocamento diário.
No bairro Km 60, a única passagem existente é uma ponte suspensa, interditada há mais de nove meses, por problemas na estrutura. Até o momento, não há nenhuma informação do poder publico de quando será reformada e ‘devolvida’ à população.
“Mesmo apresentando tantos problemas e interditada pela prefeitura, muitas pessoas que moram do outro lado do rio continuam a usar esta travessia. É um grande risco à vida”, lamenta o pedreiro Guilherme Domingues da Silva, morador do bairro.
Ainda pela margem direita, a poucos quilômetros à frente, os moradores da comunidade do Km 63 têm a disposição outra ponte suspensa, utilizada diariamente por pedestres e motociclistas. As motos são proibidas atravessar pelo local, mas a regra não é respeitada.
“São muitas motos, pequenas e grandes, com ou sem caroneiros, que passam por aqui. Eu mesmo atravesso no mínimo quatro vezes por dia. Sei que não está correto, mas é o que me permite, já que economizo mais de dois quilômetros e meio cada vez que preciso ir para o outro lado”, conta o vendedor e motociclista Bento dos Santos Damásio.
No centro, a ponte pênsil em frente à Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) é a principal passagem entre os moradores dos bairros Oficinas e Dehon. A estrutura passou por uma pequena reforma há alguns meses, que deverá no próximo mês.
Ponte de Congonhas
Na comunidade de Congonhas, na divisa entre Tubarão e Jaguaruna, completa no próximo dia 31 um ano sem uma estrutura que ligue as duas cidades. A conclusão da nova travessia, que ficaria pronta neste mês, precisou ser adiada para mais três meses. Conforme o engenheiro civil Fabio Goulart, da Nova Construtora, no momento são realizados os blocos centrais da ponte, com previsão de término desta tarefa para o dia 19. “Depois de construirmos os blocos, teremos que aguardar 30 dias para cura do concreto da base. Em paralelo, aguardamos a definição das prefeituras sobre a construção do acesso, da estrada até a ponte, para colocação de vigas”, informa Fábio.

