Afamília sempre foi considerada a célula-mater da sociedade. O núcleo familiar é o primeiro agrupamento do qual se recebe, não somente a herança genética, mas valores que formarão nossa personalidade. O caráter depende essencialmente do exemplo ou modelo familiar que foi integrado. Pais que já criaram seus filhos sabem que este período é extremamente exíguo. Não se pode perder tempo na sua formação.
A falta da presença de Deus nas famílias é bem demonstrado no mundo de hoje, através da televisão, rádio, jornais, pelos relatos de violência, corrupção, devassidão moral. As cenas novelescas da família é um aglomerado de atitudes, de grupos amorfos, menos de uma família íntegra, pelo padrão pai-mãe-filhos.
Saudosismo a parte, nas casas cristãs havia sempre pendurado, um crucifixo, imagem de Nossa Senhora de sua predileção, quadro da Santa Ceia, palma benta para ser queimada durante um temporal perigoso; também um rosário, pote de água benta, figura de um santo da admiração da família, uma Bíblia; sempre havia a presença da religiosidade nas casas. Hoje quando muito um crucifixo, e, o é em estilo artístico, mais como um enfeite ou decoração do que um ato de devoção.
As condições da ciência, da economia permite se obter todos os produtos pela massificação da produção. Com estes recursos e confortos dever-se-ia viver num mundo de paz, justiça e solidariedade. Contraditoriamente o que se vê são injustiça, exploração dos mais fracos, egoísmo desvairado em crimes e assaltos de todos os gostos, sequestros, fome, doenças devastadoras, destruição do meio ambiente. Onde está o erro?
O consumismo, permissividade, libertinagem, desrespeito a ordem e a moral, são colocados como normal, subentendidos como novo padrão de comportamento. Disseminado pela televisão, em novelas, programas de auditório de baixíssimo nível cultural, entram em nossas casas sem qualquer escrúpulo e pudor. O que agregará às crianças e adolescentes, na maior parte do tempo a esta nefasta influência? Nada, que possa fazê-las crescer espiritual, intelectual ou mesmo culturalmente. A família está sendo destruída nos seus valores, onde a virtude da fidelidade, a honestidade, o pudor fica fora de moda; o casamento é apenas uma fachada, com prazo de validade, uma festa de confraternização e não um ato sagrado duradouro para toda a vida.
O prazer está acima de tudo; cultua-se o corpo, criam-se estereótipos, para o sucesso e o dinheiro. Ninguém se lembra de que esta vida é transitória e nos é dada por um Deus, como uma ligação para outra definitiva e eterna. Este passaporte só será dado pelo comportamento de fé, caridade e no bem que forem semeados durante essa passagem.
Em famílias que os valores, virtudes são passados com todo amor e com seu próprio exemplo, será difícil que filhos procurem fugas enganosas para seus conflitos existenciais; criados nestas condições os tornam indestrutíveis.

