Quatro fatos que marcaram 2011 sugerem agenda para 2012, que, executada, proporcionará um futuro melhor para todos.
Fato 1: Gigantescas mobilizações populares continuam sacudindo países árabes, europeus e parte dos Estados Unidos.
Constatação: Recrudescem os perversos mecanismos geradores de desigualdades sociais: concentração de poder, de oportunidades e de renda nas mãos de poucos.
Agenda: Compreendê-los para desmontá-los.
Fato 2: Queda de seis ministros do governo Dilma, em menos de um ano, como nunca antes neste país e, em lugar algum do mundo, sob acusação de “malfeitos”.
Constatação: A corrupção está arraigada no setor público, mas até os então poderosos não mais resistem a uma denúncia pública.
Agenda: Formalizar denúncias dos desvios e providenciar meios para que não mais ocorram e para que a dinheirada desviada retorne aos cofres públicos.
Fato 3: Reavivamento do escândalo das aposentadorias milionárias (na assembleia legislativa de Santa Catarina, nos anos 80), por invalidez de quem, na verdade, não tinha doença alguma, e a aprovação de lei no congresso nacional que permite acesso a documentos sigilosos.
Constatação: Esclarecimento de fatos, mesmo pretéritos, contribuem para uma nova consciência sobre a formação do nosso país, estado e município – fundamental para evitar que se repitam erros e tragédias.
Agenda: Persistir no esclarecimento de todos os fatos.
Fato 4: A longa paralisação do magistério pelo pagamento do piso salarial, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal, e a sobra de vagas gratuitas para o professor cursar o nível superior, mesmo quando milhares ainda não o têm, e nossos alunos permanecem entre os piores do mundo.
Constatação: Permanece a forma amadora e descompromissada com que se trata a educação e, consequentemente, o futuro desta e das próximas gerações, salvo as exceções de praxe.
Agenda: Continuar a luta por mais recursos e gestão profissional na educação.
Conclusões óbvias: Aumentam, mas é preciso aumentar ainda mais, as exigências para quem é e, principalmente, para quem quer ser administrador público. Não há mais tolerância para governos míopes, corruptos, desarticulados, centralizadores, desconectados de seu tempo e que representam mais a si próprios e a grupelhos do que ao conjunto dos concidadãos.
O tempo em que se vive é de alerta máximo, 24 horas por dia, de providências imediatas, retidão de conduta, transparência e busca incessante da equidade social. Sem isso tudo, as sublevações sociais se intensificarão. Mas, se for para parirem novos e melhores tempos para todos, que venham.
Eleja outros fatos de 2011, determine novas agendas, cumpra-as e as façam cumprir e tenha um Feliz 2012! 2013… 2014…
