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Feiras itinerantes são tema de encontro

O atraso na conclusão da Ponte Anita Garibaldi é um dos gargalos na infraestrutura viária no sul que foram discutidos   -  Foto:Elvis Palma/Divulgação/Notisul
O atraso na conclusão da Ponte Anita Garibaldi é um dos gargalos na infraestrutura viária no sul que foram discutidos - Foto:Elvis Palma/Divulgação/Notisul

Araranguá

O relato das dificuldades que os sindicatos enfrentam com a realização das feiras itinerantes em suas bases territoriais abriu as discussões do Observatório do Comércio, em Araranguá, nesta segunda-feira.

O presidente do Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista (Sincaval) de Laguna, Natanael Wisintainer, falou sobre a feira que ocorreu na véspera do Dias das Mães no município, cujas vendas atingiram mais de R$ 4 milhões. “Conseguimos falar com o prefeito e a feira chegou a ser cancelada. Mas no dia seguinte eles receberam o alvará para o funcionamento”, explicou. 

Diante disso, as entidades empresariais (Sincaval, CDL e Associação Empresarial de Laguna) propuseram à câmara de vereadores a elaboração de um projeto de lei que cria uma comissão que vai analisar os pedidos de alvará para a realização dessas chamadas “feiras do Brás”. “Acreditamos que com a comissão conseguiremos barrar essas feiras”.

O vice-presidente da Fecomércio na região sul, Fernando Willrich, disse que esse tema é um trabalho que não termina e um assunto recorrente nas reuniões. “Já atuamos na federação pela questão da pirataria, envolvendo a delegacia especializada sobre o assunto. Temos que encontrar um caminho comum para tratar dessas feiras”, disse.

Conforme o assessor de relações institucionais da Fecomércio, Elder Arceno, após a última reunião na região norte, o deputado Darci de Matos, presidente da Frente Parlamentar de Varejo na assembleia legislativa, discutiu a necessidade de criação de uma lei estadual que impeça a realização das feiras que prejudicam o comércio. Uma reunião  para discutir o tema foi agendada.

Gargalos na infraestrutura viária
O atraso nas obras de infraestrutura viária agrava o problema da mobilidade urbana em diversos municípios e regiões catarinenses e, no sul, isso fica mais evidente nos gargalos que ainda emperram a duplicação da BR-101, como as conclusões da Ponte Anita Garibaldi, em Laguna, do túnel do Morro Formigão e a ponte sobre o Rio Tubarão. Essas e outras demandas do empresariado do setor do comércio da região, como a finalização da obra do Anel de Contorno Viário e da Via Rápida em Criciúma, revitalização e duplicação da SC-445, foram discutidos no encontro. O assessor econômico da Fecomércio, Luciano Córdova, apresentou a pesquisa de Mobilidade Urbana em Santa Catarina, divulgada pela entidade no início deste ano. 

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