O fenômeno El Niño na costa da América do Sul, especificamente nos litorais do Peru e Equador, alcança a intensidade mais alta dos últimos 25 anos. A informação é da Metasul Meteorologia. As medições das anomalias de temperatura da superfície do mar, divulgadas pela Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA) dos Estado Unidos, atestam essa conclusão.
Além disso, a Metsul avalia que desde os Super El Ninõs da década de 1980, não eram observadas anomalias tão elevadas. Naquele período, houve semanas com aquecimentos acima de +4ºC, chegando ao pico de +4,5ºC em junho de 1983. Já nos eventos subsequentes, o valor mais alto foi de +4,0ºC em agosto de 1997 e +2,7ºC em julho de 2015.
Consequência do fenômeno
A MetSul Meteorologia prevê que o fenômeno El Niño continuará se fortalecendo no Pacífico Centro-Leste até o fim de 2023. E como resultado, a possibilidade de um evento forte ou até mesmo um Super El Niño.
Segundo a Metsul, os efeitos no Brasil já começam a ser sentidos, com redução das chuvas no Norte do Brasil. Por outro lado, o Sul começa a registrar aumento dos volumes de precipitação.
Fenômeno El Niño na primavera
Por fim, o órgão prevê que a partir de agosto e setembro, o clima brasileiro deve ser mais impactado, com a primavera apresentando extremos de chuva no Sul e redução significativa no Norte, portanto.
Nesse contexto, a conscientização da sociedade sobre a preservação ganha ainda mais importância, pois ações individuais e coletivas podem contribuir para a mitigação dos efeitos dos possíveis transtornos vindouros provocados pelo fenômeno.
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Fonte: O Município

