Tubarão
A Cidade Azul está recebendo o projeto de formação de atletas do Clube Atlético Paranaense (CAP). A iniciativa se chama Laboratório CAP Sul e teve a primeira ação neste fim de semana. Cerca de 70 crianças, de 9 à 14 anos, participaram do monitoramento técnico do clube, que ocorreu no bairro São Martinho em Tubarão. Uns dos observadores explicou as características analisadas nos jovens.
“Atualmente em Santa Catarina temos três laboratórios, em Brusque, Chapecó e esse em Tubarão. O menino que está inserido no laboratório irá trabalhar suas funções técnicas, físicas, intelectuais, aprimorando suas deficiências técnicas e táticas. Tudo dentro da metodologia de trabalho das categorias de base do Atlético Paranaense e do profissional”, explicou Osnildo Kistner, Observador Técnico do CAT.
De acordo com Kistner, os meninos primeiro são monitorados, porque cada atleta tem o seu tempo de evolução. Ele explica que é difícil avaliar um menino de 9 anos, por exemplo, e afirmar que está ou não pronto para ser um jogador. “Às vezes temos garotos muito bons, mas com baixa estatura. Então nós conversamos com a família, para entender a genética e quem sabe ser apenas uma fase no desenvolvimento, por isso não descarta ninguém por um ou outro quesito”, avalia o observador.
Em Tubarão, os professores Laurence Silvestri e Milton Ribeiro serão os coordenadores do projeto. De acordo Laurence este monitoramento serviu para reunir os alunos e também conversar com os pais. “Os garotos que vieram hoje aqui já estão sendo monitorados e foram convidados para participar do projeto. Agora, nós iremos participar de treinamentos e cursos lá no Atlético Paranaense para conhecer a metodologia de trabalho deles. Na volta, vamos definir dias, horários e locais dos treinos”, explica o coordenador do Laboratório CAP Sul.
Em junho, uma nova seleção vai ser feita com projetos e escolhinhas da região para conhecer novos alunos e observar a evolução dos atletas que já estão sendo monitorados.
Conheça a Base do Furacão
A partir de 1997, o Atlético-PR começou a investir de forma mais contundente na base. Isso rendeu aos paranaenses, nos últimos três anos, mais de R$ 105,5 milhões em negociações de atletas formados na casa. “O Atlético é formador, não comprador. Investimos em jogadores de 14, 15 ou 16 anos”, explica o ex-presidente Mário Celso Petraglia.
Para alcançar altos valores em negociações de atletas de base o clube passou a investir em tecnologias que contribuem no processo de formação de jogadores. O Atlético-PR é dono de um software próprio para concentrar todas as informações dos atletas, incluindo dados psicológicos, físicos, nutricionais e médicos. Os jogadores são monitorados de forma individual e coletiva.
Outra particularidade dos times de base do Furacão é que os mais jovens aprendem de forma integrada a formação tática utilizada pelo time principal. No futuro, isso contribuirá para a adaptação do atleta ao modelo de jogo do elenco profissional.