Wagner da Silva
Rio Fortuna
A exploração de fosfato em Anitápolis continua proibida pela justiça. E os engajados na causa não se dão por satisfeitos: seguem com a missão de levar informações à população sobre os problemas que a fosfateira pode causar ao meio ambiente e, consequentemente, reunir mais simpatizantes à luta.
Hoje, um grupo formado por seis pessoas do movimento estará em Rio Fortuna para apresentar dados relacionados à mineração a alunos da rede pública. O convite para a palestra partiu da presidenta da câmara de vereadores, Arlete Bloemer de Souza. O objetivo é esclarecer questões ligadas ao empreendimento e os possíveis riscos socioambientais que podem ser gerados com a exploração do mineral.
Entre os palestrantes está o presidente da ONG Montanha Viva, Jorge Albuquerque. O interesse da entidade é abrir espaços para o debate público. “Queremos apresentar as informações para o maior número de pessoas possíveis na região. Os riscos já foram apresentados nas audiências públicas, mas nem todos conhecem os fato e são elas que devem avaliar os riscos deste empreendimento e formar opinião”, destaca Jorge.
Para Ademir Mota da Silva, o Milo, um dos debatedores do evento, a participação de membros da sociedade é fundamental. “A convocação dos vereadores e do prefeito Silvio Heidemann para esta palestra é importante. Nossa ideia é criar uma mobilização e convencer o prefeito a subscrever a ação civil pública”, salienta Milo, em referência à ação movida pela ONG contra a fosfateira. Já se declararam oficialmente contra a instalação os municípios de Rancho Queimado, Braço do Norte e São Ludgero.

