Karen Novochadlo
Tubarão
Com dificuldades financeiras há alguns anos, o Grupo de Apoio e Prevenção a Aids (Gapa) de Tubarão luta para se reerguer. Sobrevive da colaboração de 190 pessoas. Ontem, foram distribuídas 30 cestas básicas para famílias de portadores, obtidas por meio da doação de algumas empresas da região, em uma festa de confraternização.
Com dificuldades de receber auxílios e firmar convênios, o presidente da organização não-governamental (ONG), Airton Cardoso, conta que busca apoio na câmara de vereadores. “Queremos montar um projeto com psicóloga e assistentes sociais”, revela.
Hoje, integrantes do Gapa fazem panfletagens aos Dia D no comércio e ministram palestras em escolas e entidades, sobre a prevenção à Aids e ao HIV. A ideia é, através da psicologia, ajudar os soropositivos e aumentar a autoestima.
“Temos alguns colegas que param de se arrumar, de passar um batom, por causa da doença. Mas a Aids não é o fim de tudo”, ressalta o presidente da ONG. “Minha vontade era montar oficinas de costura e reciclagem para que portadores da doença pudessem ter uma ocupação e renda”, continua.
Hoje, 460 tubaronenses têm Aids. Este número é apenas dos pacientes que já desenvolveram a doença. Para cada caso, há uma estimativa de que pelo menos outras quatro pessoas sejam soropositivas. Com isso, é possível afirmar que existem pelo menos 1.840 casos na Cidade Azul.
