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O responsável pelo chamado golpe do falso advogado, que causou prejuízo de aproximadamente R$ 270 mil a um catarinense em 2024, foi preso nesta data no Ceará. A captura ocorreu após ação integrada entre forças de segurança estaduais e federais, resultado de uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Santa Catarina.
A prisão foi possível após o compartilhamento de informações entre a Polícia Civil de Santa Catarina e a Coordenação-Geral de Repressão a Crimes Cibernéticos (CIBERLAB), vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O suspeito foi localizado no município de Maracanaú, em ação conjunta com a Coordenadoria de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará e a Polícia Militar daquele estado.
Investigação em Santa Catarina
A apuração do caso foi realizada pela Delegacia de Combate a Estelionatos, da DIC Capital, em Florianópolis. As investigações culminaram na deflagração da Operação Litis Simulatio, em 23 de outubro de 2025, quando foi identificado o autor do crime.
A partir da identificação, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado. Com a decisão judicial favorável, os órgãos de segurança iniciaram as diligências que resultaram na localização e prisão do suspeito no Ceará.
Segundo a Polícia Civil, o esquema fraudulento teve início após o registro de ocorrência feito por uma vítima domiciliada em Florianópolis, em 2024. A vítima relatou que possuía um processo judicial contra o Estado de Santa Catarina e passou a receber ligações telefônicas de criminosos.
Os golpistas se apresentavam ora como seu suposto advogado, ora como “secretária” dele. Com esse método, convenceram a vítima a realizar diversas transferências bancárias, sob a alegação de pagamento de “taxas” e “custas processuais”, que na realidade não existiam. O prejuízo total chegou a cerca de R$ 270 mil.
Mandados e desdobramentos
No curso da investigação, a Vara Regional de Garantias da Capital catarinense expediu 25 mandados de busca domiciliar e 16 mandados de prisão temporária. As ordens judiciais foram cumpridas nesta data nos estados do Ceará e do Rio de Janeiro, tendo como alvo suspeitos e pessoas que teriam recebido valores da fraude em suas contas bancárias.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema criminoso e rastrear o destino dos valores obtidos de forma ilícita.
