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Governo descontará dias parados

Grevistas estão há mais de cinco dias acampados na Alesc e permanecerão por tempo indeterminado  -  Foto:Divulgação/Notisul
Grevistas estão há mais de cinco dias acampados na Alesc e permanecerão por tempo indeterminado - Foto:Divulgação/Notisul

Jailson Vieira
Florianópolis

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina deu parecer favorável à secretaria de estado da educação para descontar os dias parados do salário dos professores grevistas. O desembargador Jorge Luiz de Borba, que analisou o caso, determinou que somente podem ser aplicadas as sanções administrativas aos docentes que estão em paralisação e respaldou a possibilidade de descontar dos vencimentos dos grevistas os dias não trabalhados.

O coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública (Sinte/SC), em Laguna, Rudmar Corrêa, afirma que a categoria recorrerá da decisão. “A decisão foi dada, porém os descontos feitos pelo governo não foram embasados nos dias parados, mas de forma aleatória. Os representantes do governo nem ao menos sabem quantos e quais funcionários estão parados de verdade”, observa.

O coordenador afirma que os descontos dos grevistas da região sul foram de, no máximo, dez dias. A coordenação do Sinte estadual salientou que recorrerá nesta segunda-feira. No início da última semana, cerca de 300 professores em greve ocuparam as galerias da Alesc. Na sessão ordinária, os manifestantes pediram para o governador Raimundo Colombo (PSD) negociar com a categoria. Entretanto, o governo afirma que somente negociará quando os grevistas voltarem para as salas de aula. A greve dura mais de um mês.

Os professores da rede estadual de ensino estão desde a última segunda-feira acampados na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis, e garantem que continuarão no local por tempo indeterminado.

Docentes querem negociar
Na última semana, o comando de greve protocolou um documento aos cuidados do governador com os pontos necessários para iniciar as negociações. São eles: a instituição de uma mesa de negociação que não ultrapasse 30 dias, período em que nenhum projeto de lei deverá ser levado à Assembleia legislativa; a anistia de todas as faltas de 2012 a 2015; a revogação do decreto 3593/2010; e o pagamento do reajuste de 13,01% na carreira, retroativo a janeiro deste ano.
Nesta segunda-feira, às 9 horas, o comando de greve estadual do magistério realizará uma reunião para avaliar todo o movimento e as ações dos grevistas na última semana, no Hotel Valerim Plaza, em Florianópolis. 

 

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