O governo marcou para esta terça-feira (22) uma reunião com a Petrobras para tratar da alta no preço dos combustíveis. O encontro será realizado às 9h no Ministério da Fazenda e terá a presença do chefe da pasta, Eduardo Guardia, além do ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, e do presidente da Petrobras, Pedro Parente.
Nesta segunda (21), o governo fez uma nova rodada de reuniões sobre a questão, após caminhoneiros autônomos deflagrarem uma paralisação, que fechou rodovias em 17 Estados do país. A categoria reclama do reajuste das tarifas do diesel, que encarecem seus custos. O diesel representa 42% do valor do frete.
Antes de entrar na reunião nesta segunda, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo estuda uma forma de tornar os preços dos combustíveis mais “previsíveis”.
“Com o dólar subindo e o petróleo subindo internacionalmente, por certo tínhamos que ter um aumento dos combustíveis. O que vamos tentar é ver se encontramos um ponto em que possa ter um pouco mais de controle nesse processo”, afirmou ele.
Na sexta (18), Moreira Franco chegou a afirmar que o governo estava avaliando formas de reduzir o preço dos combustíveis. Os estudos seriam para diminuir os impostos incidentes sobre os derivados, como PIS/Cofins e ICMS.
A política de formação de preços da Petrobras, adotada em julho do ano passado, prevê seguir as oscilações da cotação do barril do petróleo no mercado internacional e do câmbio. Nas últimas semanas, o preço do petróleo no exterior atingiu o maior nível desde 2014 em razão de demanda robusta, oferta apertada e tensões no Oriente Médio.
Já o dólar acumula alta de cerca de 12,7% desde início do ano, em meio às expectativas de novos aumentos dos juros nos EUA, que tendem a atrair capital investido no Brasil.
Desde julho do ano passado, tanto o diesel e a gasolina acumulam alta de cerca de 50% nas refinarias da estatal. Nos postos, as altas rondam os 20%.

