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O município de Gravatal realizou, no dia 6 de fevereiro, a primeira etapa da capacitação sobre Revelação Espontânea de violência contra crianças e adolescentes. A formação foi ministrada pela assistente social Patrícia Maia e reuniu profissionais das políticas públicas de saúde, educação e assistência social, além de representantes de entidades parceiras.
O objetivo do encontro é qualificar o acolhimento de relatos espontâneos, garantindo uma escuta sensível, ética e responsável, sem práticas que possam revitimizar crianças e adolescentes.
“A revelação espontânea ocorre quando a criança ou adolescente relata, por iniciativa própria, situações de violência sofrida ou testemunhada”, explicou Patrícia Maia. Durante a capacitação, os participantes receberam orientações sobre como agir nesses momentos delicados, evitando condutas inadequadas, como investigar por conta própria, prometer sigilo ou minimizar a fala da vítima. 
Preparação dos professores para o ano letivo
Embora a capacitação envolva toda a rede de atendimento, Patrícia destaca que a iniciativa tem papel estratégico na preparação dos professores para o início do ano letivo de 2026. A formação oferece segurança técnica, clareza sobre os fluxos de atendimento e compreensão do papel da escola dentro da rede de proteção.
Entre os conteúdos trabalhados estão técnicas de escuta qualificada, procedimentos corretos de registro, conhecimento dos protocolos municipais e estratégias para identificar sinais comportamentais e emocionais, como ansiedade, mudanças de atitude e dificuldade de concentração.
“A principal mudança esperada é um olhar mais atento e comprometido com a proteção integral, transformando a escola em um espaço ainda mais seguro para crianças e adolescentes”, ressaltou a assistente social.
Formação em etapas e base legal
A capacitação é organizada pelo Comitê de Gestão Colegiada da Rede de Cuidados da Criança e do Adolescente Vítima de Violência, com apoio das secretarias municipais, e será realizada em quatro etapas, com encerramento previsto para o dia 10 de fevereiro.
O objetivo é fortalecer a atuação intersetorial da rede de proteção e garantir encaminhamentos corretos, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei Henry Borel, que trata da proteção de crianças vítimas de violência doméstica.

