Zahyra Mattar
Tubarão
Hoje, às 9 horas, os trabalhadores do sistema bancário público da base territorial do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Tubarão e Região (Seebtr) deliberam a campanha salarial, a tentativa de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e continuidade, ou não, da greve.
Sindicalistas e representantes dos bancos tentaram um acordo pelo fim da paralisação. Apenas a rede privada aceitou a proposta.
A pública – Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Besc – segue com a paralisação por tempo indeterminado. A rodada de negociações de ontem foi proveitosa apenas aos trabalhadores de BB. A empresa avançou em algumas reivindicações da categoria ao anunciar a contratação de três mil funcionários até o próximo ano e a criação de comitês de ética em todo o país, com representação eleita pelos bancários, a fim de combater o assédio moral.
Na região, a greve dos bancários iniciou na última segunda-feira. No restante do estado e no país, começou na quinta-feira da última semana. Quase todas as bandeiras aderiram ao movimento. Em Santa Catarina, o movimento cresceu. Cerca de 80% dos seis mil bancários estão de braços cruzados.
Reivindicações
Os bancos propuseram reajuste de 4,5%, o que, para os sindicalistas, repõe somente a inflação de 4,44% do último ano. Os funcionários pleiteiam 12% de aumento, participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 3.850,00, garantia de emprego e mais contratações, entre outros itens.
Base do sindicato
Tubarão (sede), Armazém, Braço do Norte, Capivari de Baixo, Grão-Pará, Gravatal, Jaguaruna, Lauro Müller, Orleans, Pedras Grandes, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima, São Ludgero, São Martinho, Treze de Maio, Sangão.

