Tubarão
Quem procurou uma agência dos Correios na região, ontem, encontrou o local aberto, mas com deficiência no atendimento ao público. O motivo é a greve deflagrada pela categoria à meia-noite de quarta-feira. Ainda com número reduzido de profissionais, a assessoria da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), em Florianópolis, assegura que, por ora, não são registrados problemas no recebimento ou envio de correspondências no estado.
Não há acordo entre os profissionais e a direção do Correios. Por conta disso, a greve seguirá por tempo indeterminado. As partes discutem seus pleitos desde o dia 1º do mês passado. Conforme dados do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios, Telégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect/SC), pelo menos 50% dos funcionários que atuam em áreas operacionais nas agências catarinenses pararam. A empresa afirma que não passam de 9%.
Em Tubarão, os funcionários confeccionaram um boneco e realizaram, no início da tarde de ontem, um manifesto pacífico em frente ao centro de distribuição. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 41,03% referente às perdas salariais desde agosto de 1994, e o aumento linear de R$ 300 no piso da categoria, atualmente em R$ 648,15. A ECT acenou somente a possibilidade de 4,5% de reajuste.

