Tubarão
A greve dos professores da rede estadual de ensino encerrou nesta quarta-feira após 72 dias de paralisação. E a dúvida dos pais e alunos agora é de que forma terminará o ano letivo. Os docentes e o governo do estado ainda não sabem de que maneira ocorrerá a reposição, mas uma coisa é certa, a volta às aulas será nesta segunda-feira.
A coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) em Tubarão, Tânia Fogaça, informa que uma reunião ocorrerá hoje, às 17h30min, no Praça Shopping, para estudar a melhor forma de repor as aulas perdidas. “Vamos analisar como faremos a reposição, mas acredito que a categoria só irá fazer isto mediante o pagamento que nos foi tirado”, observa.
Tânia revela que em Santa Catarina foi a primeira vez que uma greve foi suspensa no magistério. “Infelizmente, a paralisação terminou sem o consentimento dos grevistas. Uma boa parte da categoria acredita que a assembléia que ocorreu em Chapecó foi uma manobra entre o governo e alguns representantes do Sinte estadual. Não entendemos como centenas de pessoas que nunca participaram dos atos em Florianópolis estavam na assembleia no oeste”, lamenta.
Os coordenadores do Sinte de Tubarão, Laguna, Criciúma, Araranguá e de outras partes do estado acreditam que os professores voltarão para a sala de aula sem garantias de ganhos reais. Tânia afirma que a decisão foi ‘um tiro no pé’. “Não há garantias. Tudo é abordado na mesa de discussão, nada vai para o papel. O governo poderá contratar os professores técnicos como horistas e não lutamos tanto para isso”, finaliza.

