Zahyra Mattar
Tubarão
A pandemia de Gripe A, ocorrida entre maio e setembro do ano passado, não foi um capítulo isolado. O vírus circula e infecta pessoas desde então. Passado o pior período, entre outubro e dezembro, a média de registros da doença em Tubarão era de dois casos por semana.
A grande preocupação dos gestores públicos é quanto ao inverno e o fato de a população ter deixada de lado as medidas de higiene para evitar a contaminação pelo vírus A (H1N1). Para evitar uma nova pandemia, as cidades preparam-se para a ‘guerra’. Uma das principais medidas será incentivar as pessoas a readotarem as medidas preventivas.
A primeira fase da batalha será entre os dias 8 e 19 do próximo mês, quando inicia o período de vacinação contra a nova influenza. Esta etapa será exclusivamente para os profissionais da saúde. O que preocupa os gestores públicos é que as doses ainda não chegaram. Já para a população, a preocupação é que a campanha do governo visa imunizar grupos de pessoas. Não há previsão de quando as doses serão disponibilizadas para clínicas particulares, como ocorre com a vacina da gripe comum.
E justamente por este motivo, somado ao medo, muita gente já começou a garimpar estabelecimentos da iniciativa privada. Em algumas cidades do estado, existe até lista de espera. “A procura é enorme. É pelo menos uma dezena de ligações por dia. Mas optamos por não fazer lista, porque não sabemos quantas doses iremos receber e nem quanto custará”, explica a enfermeira responsável pela central de vacinas da Clínica Pró-Vida, de Tubarão, Djamila Marcelino Barros.
E, diferente da procura pela vacina para a gripe comum – geralmente buscada mais por trabalhadores de grandes empresas, idosos e crianças pequenas -, a procura pela dose contra o vírus A (H1N1) não tem uma faixa etária definida.

