Fernando Silva
Tubarão
A Armil Mineração do Nordeste, uma das integrantes de um dos maiores grupos de mineração do país, inicia o ano reforçando a parceria com o grupo Itagres e Porcellanati pisos e revestimentos. O diretor-presidente da Armil, João Leal, reuniu-se ontem com o presidente da Itagres em Tubarão, Gilmar Rabaioli, para definir o planejamento estratégico para a Porcellanati.
João destaca que algumas das dificuldades que a Porcellanati enfrenta, hoje, é devido às decisões erradas tomadas no passado. “As complicações que enfrentam lá são problemas acumulados e atropelados. Não serão solucionados de uma hora para a outra, portanto, precisamos um ponto de equilíbrio e ações para definir a questão. É algo que será resolvido em longo prazo”, planeja João.
Sobre a visita à Itagres, o dirigente destaca que o objetivo é definir o que será feito para este ano. “Esta visita é, na verdade, para traçar estratégias para 2014, porque iniciamos o ano sem projeção definida e vamos começar a fazer isso agora. Esse planejamento estratégico depende da diretoria aqui da Itagres”, revela.
A Armil Mineração do Nordeste, associada com a Casagrande Mineração e a Armil Minérios, é a maior mineradora com capacidade instalada de feldspatos para esmalte no país e também de cerâmica, além de ter grandes volumes em outros setores. Com isso, a empresa é fornecedora exclusiva de matéria prima para a Porcellanati.
“Em capacidade, hoje, temos um volume de 12 mil toneladas por mês, algo em torno de 400 carretas de material somente para a Porcellanati, em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Isso depende muito do estoque estratégico deles, e podemos chegar a 15 mil toneladas por mês. É uma responsabilidade muito grande. Por isso, esperamos que 2014 seja melhor ou igual que 2013”, projeta João.
Investimentos em pesquisa
A Armil Mineração do Nordeste, localizada no Rio Grande do Norte, investe constantemente em pesquisa e inovação para a área de mineração. O diretor-presidente da empresa, João Leal, destaca que essa é uma das principais particularidades da mineradora. “Nossa presença, hoje, é em todo o Nordeste praticamente: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, estamos em todos esses lugares. Agora estamos também em Alagoas. Diante disso tudo, os investimentos em sondagem, pesquisa e produtos novos não podem parar. Buscamos novas tecnologias em outros países e isso é imprescindível”, exalta João.
Porcelanato em alta definição
Um dos pontos que João Leal aponta como evolução do mercado de porcelanato é a questão das impressoras digitais de alta definição (Full HD). Com o equipamento, as peças podem ser reproduzidas de forma perfeita representando madeira, mármore, pedras e outras superfícies. Além disso, é possível ter um controle maior na variação de tonalidade das peças e os lotes de produtos são mais uniformes. “As impressoras de alta definição são, sem dúvidas, o que há de mais novo no mercado. Elas permitem obter uma resolução na peça impressionante. Você consegue aproximar muito mais a aparência. Algumas empresas usam as HDs somente agora, mas outras empresas já têm a tecnologia desde 2009. Foi uma soma de R$ 3,00 a 4,00 no metro do piso e isso melhorou”, avalia.
A cerâmica no Brasil
Um dos fatores que João Leal aponta sobre as dificuldades que o mercado da cerâmica sofreu nos últimos anos é a competitividade com produtos de fora do país, como da China. João ainda aponta que o mercado ficou dez anos estagnado até 2010. “Tenho uma maneira macro de avaliar a questão. “Tivemos muita dificuldade em 2012. O ano foi um desastre em termos de faturamento da cerâmica. Não houve demanda para nós. A China veio com um grande volume e um valor mais barato e ocupou a demanda que tinha. Hoje, no mercado nacional, o grande fabricante de piso no país chama-se China. No meu pensamento, é humanamente impossível que o chinês, com todo o investimento, custo de mão de obra, importação do outro lado do mundo, chegue aqui com o preço que chega sem subsídios. É uma conta que não fecha. Você pode pôr dez empresas que estão muito bem, que tem história, capital próprio no Brasil. Estou há 29 anos no ramo de cerâmica e nesse tempo tenho visto alguma coisa, mas essa é minha opinião”, salienta João.

