
Tubarão
Mas é claro que tem tubaronense nesta história! Um grupo de arqueólogos da Unisul está em Portugal para integrar uma equipe de investigação. O destino é o sitio da Gruta do Bacelinho, localizado em Alvaiázere. Os trabalhos de escavação, aprovados pela direção geral do patrimônio cultural, fazem parte de um conjunto de pesquisas sob a responsabilidade da arqueóloga portuguesa Alexandra Figueiredo.
Do lado canarinho, a responsabilidade é da professora Deisi Scunderlick Eloy de Farias, do Grupo de Pesquisa em Educação Patrimonial e Arqueologia (Grupep-Arqueologia).
Todo este trabalho é desenvolvido sob o apoio do Laboratório de Arqueologogia e Conservação do Património Subaquático, do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), da Associação CAAPortugal e da Camara Municipal de Alvaiázere.
A gruta tem cavidade com mais de 500 metros quadrados e possui duas galerias submersas, nas quais serão realizados os trabalhos de pesquisa. A equipe da universidade de Tubarão desenvolverá, até setembro, um curso avançado de mergulho científico e arqueologia subaquática que, além de aulas teóricas, integra a participação em trabalhos de escavação em sítios portugueses e brasileiros.
Estas galerias também servem como espaço para as aulas de estágio aos alunos da pós-graduação de arqueologia subaquática do IPT. Este curso, lecionado em regime presencial e a distância, de caráter internacional, tem tido uma extraordinária afluência de alunos e pesquisadores do Brasil, como são os investigadores do Grupep/Unisul ou da Marinha Brasileira.
Preciosidades da época romana e medieval
Da Gruta do Bacelinho, localizado em Alvaiázere, em Portugal, já foi exumada uma grande diversidade de objetos cerâmicos, metais, fragmentos de recipientes em vidros, alguns elementos líticos e ossos faunísticos, que integram o período romano e a época medieval.
As preciosidades retiradas da cavidade têm valor incalculável para o entendimento da história do mundo. Entre os objetos destacam-se alguns artefatos de armamento romano, relativamente raros, entre eles duas espadas em ferro.
As armas, antecipa a arqueóloga portuguesa Alexandra Figueiredo, uma das responsáveis da pesquisa luso-brasileira, serão expostas ao público no Museu Nacional de Arqueologia do país europeu.
A professora também vislumbra a continuidade da parceria com a universidade de Tubarão. “A participação conjunta da Unisul e do Instituto Politécnico de Tomar nos trabalhos de campo permitirão enriquecer as pesquisas entre os dois países”, valoriza Alexandra.