Maycon Vianna
Tubarão
Os três guardas municipais agredidos por um motociclista de 21 anos, terça-feira, realizaram ontem exames de corpo de delito no Instituto Geral de Perícias (IGP). O acusado recusou-se a parar pelos guardas municipais, furou o bloqueio em uma blitz alusiva à Semana de Trânsito e fugiu.
O guarda Alisson Machado, atropelado durante a tentativa de parar o motociclista, na cabeceira da ponte Dilney Chaves Cabral (margem esquerda), no centro de Tubarão, apresentou vários ferimentos. “Estou com uma fratura no braço e na perna esquerda. Mal consigo me movimentar. É um absurdo o que este rapaz fez contra a Guarda Municipal. Ficarei afastado por causa de uma imprudência”, lamenta Alisson.
Já o guarda Marcelo Constantino Rodrigues, foi atingido nas costas e na perna com uma barra de ferro. “Estou com uma costela trincada. Tenho que me afastar do serviço. A minha perna ficou toda inchada”, afirma Marcelo.
A terceira vítima do agressor, o guarda Eduardo da Silva Fortunato, ficou com ferimentos na mão e teve que enfaixar parte do braço. “Fui ajudar o meu colega e o jovem me bateu com um pedaço de ferro. Estou bem chateado com o que ocorreu, ele desrespeitou uma autoridade do trânsito. Espero que seja punido”, enfatiza Eduardo.
Advogado pede liberdade
provisória para o motocilista
O delegado da Central de Polícia Civil de Tubarão, Damásio Mendes Brito, disse ontem que o motociclista acusado de atropelar o guarda municipal Alisson Machado, na tarde de terça-feira, foi enquadrado no crime de lesão corporal grave. O advogado de defesa do agressor solicitou liberdade provisória para que ele responda judicialmente fora do presídio. Porém, o rapaz voltou a ser detido e ficou na cela da triagem da Central de Polícia Civil, na noite de ontem, e ainda pode ir para o Presídio Regional de Tubarão.
O promotor público Arthur Koerich pediu para analisar o pedido de liberdade provisória.

