Karen Novochadlo
Tubarão
Há pelo menos 40 anos o aposentado Leopoldo Crecencio, 68 anos, sente um vazio no peito. Esta lacuna deve-se a falta da irmã, Laura Crecencio. Quando ela saiu de casa ainda era uma menina. “Tenho muitas saudades dela”, conta Leopoldo, com os olhos cheios de lágrimas.
A mãe de Leopoldo, Francisca Lucinda Crecencio, faleceu quando ele tinha apenas 4 anos. Ele foi criado por uma tia. Seu pai, Hercílio Crecencio, foi embora para o Paraná, onde se casou com outra mulher e teve outros cinco filhos.
Leopoldo só voltou a ter contato com o pai décadas depois. Até pouco tempo atrás, Leopoldo morava na cidade de São Martinho, onde nasceu. Hoje ele reside com a esposa, Lindomar Gaspar Teixeira, em Tubarão.
Ele não recorda de detalhes da criação de Laura. Sabe que os dois foram separados na infância. Mas lembra que antes de Laura partir com a amiga Cecília de Souza, ela trabalhou em um restaurante.
“Lembro que ela era baixinha, cabelo curto e preto, um pouco cheinha. Também era extrovertida”, detalha Leopoldo. O aposentado atribui a partida da irmã à falta de unidade familiar. “Acho que ela sentia-se largada e excluída, por isso foi conhecer o mundo”, completa.
A esperança do idoso é encontrá-la em breve. “Toda vez que uma mulher por volta dos 60 anos aproxima-se, fico de olho para ver se não é ela”, lamenta o aposentado.
Contato
Se você tem informações para ajudar Leopoldo Crecencio a encontrar a irmã, Laura Crecencio, pode ligar para os telefones 3626-0990 ou 9904-2412.

