Zahyra Mattar
Tubarão
Após 126 dias em vigor, o horário de verão termina à meia-noite de domingo. Os relógios devem ser atrasados em uma hora. A economia no consumo de energia elétrica, na região, foi de 4,5%. No estado, o percentual foi de 4,4% de redução da demanda na área de cobertura da Celesc Distribuidora. Na edição anterior do horário de verão (2008/2009), houve redução de 4,28% na demanda do sistema elétrico .
Ambos valores equivalem à metade da carga de Florianópolis no horário de ponta durante o horário de verão. Em termos de consumo, os percentuais representam o consumo mensal médio de um município como Biguaçu ou 20% do consumo de Criciúma, por exemplo.
“Se não fosse o horário de verão, este ano, no comparativo com os anteriores, teríamos problemas sérios no abastecimento, especialmente por causa do calor intenso”, considera o gerente regional da Celesc em Tubarão, Gerson Bittencourt.
O recorde de consumo da regional de Tubarão ocorreu entre os dias 1º e 6 deste mês. A média de uso da energia elétrica chegou a 54 megawats, enquanto o normal para a cidade gira em torno de 44 megawats. O aumento de 20% fez com que a subestação da Celesc trabalhasse com carga no limite: entre 90% e 95%.
“Não houve apagão porque este consumo alto ocorreu no meio da tarde e não no horário de pico. Além disso, a nova linha de transmissão da Celesc, entre Braço do Norte e Orleans, e a subestação da Cegero, em São Ludgero, começaram a funcionar em dezembro, o que garantiu o abastecimento de toda a região”, lembra Gerson.

