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Horário de verão encerra neste fim de semana

Os relógios devem ser atrasados em uma hora -  Foto:Letícia Matos/Notisul
Os relógios devem ser atrasados em uma hora - Foto:Letícia Matos/Notisul

Tubarão

À meia-noite deste sábado termina mais uma edição do Horário de Verão (HV), iniciado em 19 de outubro. Os relógios devem ser atrasados em uma hora. Os dados preliminares do Operador Nacional do Sistema (ONS) apontam uma economia, por mês durante o período, de 75 Megawatt (MW) médios no subsistema sul.

O operador assinala que esses ganhos são relevantes, pois os armazenamentos adicionais contribuem para a garantia do atendimento energético ao longo deste ano e para eventual redução do despacho futuro de geração térmica, que tem reflexos nas tarifas para o consumidor final.

Durante a vigência do HV, a redução esperada, a cada mês do período, equivale ao consumo médio mensal de Florianópolis. 

O benefício energético final durante todo o período de vigência da medida, mantida a redução da edição anterior, será de 150 Gigawatt-hora (GWh) ou o aumento de 1,1% no armazenamento das usinas hidrelétricas do sul.

Em Tubarão, com 32.709 unidades consumidoras, houve uma demanda de 60,9 MV, ou seja, uma redução de 295,6%. 

Em Santa Catarina, a diminuição prevista é de 180 MW ou 4,5% da demanda do sistema elétrico durante todo o período, o que representa 73,9% da procura máxima de Florianópolis no horário de ponta, entre 18 e 22 horas. 

Benefícios
O sistema foi criado com o objetivo de economizar energia durante os meses mais quentes do ano: parte de outubro, novembro, dezembro, janeiro e parte de fevereiro. O início do horário de verão ocorre sempre no terceiro fim de semana de outubro. O relógio volta ao seu horário habitual no terceiro fim de semana de fevereiro, exceto quando coincidir com o domingo de Carnaval, o que prorroga o encerramento para o domingo seguinte.
A mudança de horário contribui, de forma efetiva, para o achatamento da curva de carga do sistema elétrico, que reduz a sua demanda máxima, no período em que o mesmo é submetido às condições operacionais mais críticas, postergando investimentos em expansão da geração e da transmissão de energia.

Economia
O Operador Nacional do Sistema (ONS) estima ainda que os ganhos totais com a redução de geração térmica, no período de janeiro a fevereiro, somam R$ 74 milhões. Os ganhos referentes ao custo evitado na ponta resultarão em benefícios econômicos para o Sistema Interligado Nacional (SIN) de R$ 204 milhões. A estimativa da economia para o setor elétrico é de R$ 278 milhões.
Na última edição, que começou no dia 20 de outubro de 2013 e teve duração de 119 dias, o ONS estimou economia total de R$ 280 milhões em energia elétrica.
Em Santa Catarina, os dados indicaram redução em torno de 5% na carga do sistema elétrico da Celesc Distribuição (166MW) e 0,5% na energia (41,6 GWh) em toda área de concessão. Esse montante representa uma economia de aproximadamente R$ 6,3 milhões, ao considerar apenas o custo médio da energia, sem adicionar tributos e demais encargos.
Essa redução foi equivalente a 79% da carga de Florianópolis ou 37% da carga de Joinville durante todo o período. Em relação à redução no consumo de energia, o valor representou aproximadamente o consumo, durante o período do HV, de um município como Araranguá, com 25.946 unidades consumidoras, ou 10,2% do consumo de Blumenau ou ainda 36,4% do consumo de Lages.

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