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Horário de verão termina neste fim de semana

Tubarão

Amado e odiado em igual medida pelos brasileiros, o horário de verão chega ao fim à meia-noite deste sábado. Os relógios devem ser atrasados em uma hora em todas as regiões do país, com exceção do Norte e Nordeste.

O horário de verão divide opiniões. Fabrício Nunes, que trabalha como guarda do estacionamento de uma farmácia na avenida Marcolino Martins Cabral, em Tubarão, por exemplo, prefere o horário que termina à meia-noite deste sábado. “O dia fica maior, e a gente tem mais tempo para fazer as coisas. No outro horário, como anoitece mais cedo, parece que a gente tem menos tempo”, comenta ele. Mesmo gostando do horário de verão, Fabrício garante que não tem muitas dificuldades em se adaptar à mudança. “É tranquilo”, afirma.

Mas o que muda é somente o horário. O verão, que começou no dia 21 de dezembro, prossegue até 20 de março, às 7h29min, pelo horário de Brasília. Adotado no país em 1931 pelo então presidente Getúlio Vargas, o horário de verão, em média, tem durado cerca de 120 dias.

O deputado federal por Santa Catarina, Valdir Colatto (PMDB), é autor de um projeto de lei que propõe o fim do horário de verão, visando, segundo ele, a melhoria na qualidade de vida das pessoas.

Ele afirma que não há estatística que justifique os ganhos do horário para os consumidores e para o país. Na opinião de Colatto, as alterações ocasionam distúrbios no corpo.


Para Celesc, horário diminui necessidade de investimento

O horário de verão evita o acúmulo de demanda ao mesmo tempo: iluminação pública, residencial, comercial e industrial. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estima uma redução na demanda de 165 MW no horário de pico noturno, entre 18h e 21h, em Santa Catarina.

Durante a sua vigência, reduz-se a demanda na hora de ponta em quase 5% no Estado. Isso diminui o carregamento das instalações de transmissão e evita situações de emergência.

Segundo a Celesc, para o consumidor final há benefício econômico na tarifa, pois se adiam investimentos, que seriam repassados a ele, para atender o aumento na demanda no horário de pico entre os meses de outubro e fevereiro. Os dados oficiais ainda não foram divulgados pelo ONS.

Cooperativas afirmam que consumo aumenta no verão
Em municípios da região abastecidos por cooperativas de eletrificação, a estimativa é de que, apesar do horário de verão, o consumo aumenta. “Com base nos dados do ano anterior, no período de verão o consumo mensal de energia cresce 15% em relação às demais estações”, afirma o engenheiro eletricista da Cerbranorte, Felipe Santana May.

Ele explica que, no caso de consumidores residenciais, o aumento decorre, sobretudo, do uso intenso de aparelhos de refrigeração, como geladeira e ar-condicionado, que necessitam de mais tempo funcionando para manter a temperatura interna menor do que a temperatura ambiente.

“Em janeiro houve aumento no consumo de energia de aproximadamente 7% em comparação com o mesmo período do ano anterior”, afirma May.

No caso dos consumidores atendidos pela Coorsel, como as estufas elétricas estão operando na secagem do fumo, fica difícil registrar queda no consumo. “Se for comparada com meses anteriores, geralmente temos um acréscimo”, diz o engenheiro eletricista da cooperativa, Helton Weber Stang.

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