Wagner da Silva
Braço do Norte
Destinar recursos de forma per capita e pedir apoio das câmaras de vereadores são alternativas encontradas pelos municípios do Vale para solucionar os problemas financeiros enfrentados pelo Hospital Santa Teresinha. Os secretários de saúde das prefeituras de Santa Rosa de Lima, Braço do Norte e São Ludgero reuniram-se ontem à tarde com a diretoria do HST.
O debate foi focado na participação de cada município na manutenção dos serviços prestados pelo hospital. Hoje, a instituição desembolsa cerca de R$ 32 mil por mês para cobrir despesas no pronto socorro. Também se discutiu a possibilidade de maior repasse das cidades para cobrir o plantão médico e o sobreaviso. Neste caso, o valor seria rateado conforme o número de habitantes.
Outra ideia é realizar um acordo semelhante ao existente em Tubarão, onde os vereadores comprometem-se a economizar e as ‘sobras’ são devolvidas à prefeitura, que repassa ao Hospital Nossa Senhora da Conceição. “Há prefeituras que fecharão as portas até o fim do ano. Na área da saúde, os gastos estão limitados, estamos sufocados. A solução será o apoio dos vereadores”, justifica o prefeito de São Ludgero, Ademir Gesing (PMDB), o Gogo.
Um reunião com representantes da secretaria estadual de saúde será solicitada para debater o assunto. A administradora do HST, Maria Celir Tenfen, ficou satisfeita com o posicionamento dos representantes municipais. “Eles entendem nossa dificuldade e, com certeza, em breve, serão resolvidos esses impasses. Os resultados devem culminar na assinatura de um convênio com a instituição”, diz ela, bastante otimista.
Ausências
Grão-Pará possui atraso nos repasses ao Hospital Santa Teresinha, mas não participou do encontro. Rio Fortuna justificou a ausência.
Repasse maior deve
vir de Braço do Norte
Uma maior participação de Braço do Norte foi o pedido dos demais secretários de saúde presentes na reunião de ontem. Isso porque as estatísticas apontam que o município recebe o maior número de atendimentos, por isso, deve desembolsar mais. “É injusto com os outros municípios”, argumenta a secretária de saúde da prefeitura de Santa Rosa de Lima, Marieta Oenning Bittencourt.
Marieta também afirma que existe um convênio com o Hospital de Rio Fortuna, mas apenas com cobertura parcial. “Os pacientes têm que pagar pela outra parte. No caso do HST, o município pagaria um pouco mais. Com maior número de especialidades e sem ônus à população. Há grande possibilidade de aumento no repasse”, acrescenta a secretária.

