Imbituba
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prevê para julho, a apresentação preliminar do novo Censo Agropecuário regional. No sul do Estado, os técnicos visitam as propriedades em busca de informações para que seja feita uma radiografia da agricultura, pecuária, pesca e extrativismo na região. O último Censo foi realizado em 2006.
Durante 12 anos, os órgãos responsáveis e as prefeituras do municípios trabalharam com dados defasados. De acordo com a informação repassada pelo IBGE, a restrição orçamentária impediu que novos diagnósticos fossem feitos. Esse tipo de levantamento deveria ser realizado a cada cinco anos.
Em Imbituba, os recenseadores encontraram dados preocupantes relacionados a sucessão da atividade. Hoje, 55% dos produtores têm mais de 60 anos. Idade em que a maioria dos agricultores deveria estar se aposentando. Atualmente, 43% dos lavradores têm entre 30 e 60 anos. E só 0,68% dos entrevistados têm idade abaixo dos 30 anos.
“O baixo índice de produtores menores de 30 anos nos preocupa. É um alerta para que sejam feitas políticas públicas para que a atividade não acabe. Mas, mesmo com números preocupantes, ao longo do trabalho realizado em Imbituba nós ficamos satisfeitos com a produção de arroz, suínos e aves”, destacou o coordenador do Censo Agropecuário do IBGE, Wagner Pereira Izidoro.
Em Imbituba, a identificação dos agricultores é uma meta estipulada pela Secretaria de Agricultura e Pesca. Atualmente, não se tem um número exato de quem sobrevive exclusivamente da atividade agropecuária ou pesqueira. “Estamos desenvolvendo um cadastro para conhecer o nosso produtor. Sabemos que o número de agricultores, pescadores e extrativistas no município chega a mil, mas queremos conhecer a realidade de cada um, para garantirmos que essas atividades tenham mais força”, enfatizou o secretário Evaldo Espezim.
O Censo Agropecuário oficial deve ser divulgado em janeiro do próximo ano. Até lá, os profissionais pretendem criar um guia que vai direcionar e qualificar os trabalhos. “Queremos o envolvimento de todos os setores em prol dos produtores. Como a agricultura em Santa Catarina é expressiva, é importante que a nossa região acompanhe a evolução da atividade. Mas tudo isso passa pelo desenvolvimento de políticas públicas que apoiem os produtores rurais”, alertou a engenheira agrônoma da Epagri, Priscila Long Scoz.

