Zahyra Mattar
Tubarão
O Banco do Brasil anunciou no fim da tarde de ontem quais serão as 68 agências do Besc a serem fechadas em Santa Catarina. Na Amurel, três já estão com os dias contados: Treze de Maio, Gravatal e Armazém. Na região sul do estado, estão na lista ainda a de Lauro Müller, Meleiro, Morro da Fumaça e Nova Veneza. No geral, a medida afetará, na maioria, as agências localizadas em cidades pequenas e que possuem tanto a marca Besc quanto a do BB.
Ontem, a superintendência regional do Banco do Brasil, garantiu, em nota, que não haverá demissões ou transferências compulsórias. Os trabalhadores nos municípios onde o Besc será extinguido, serão realocados integralmente no BB.
Já nas cidades catarinenses onde há as chamadas agências pioneiras – são lugares onde não havia nenhum banco e o Besc foi o primeiro a instalar-se -, não haverá mudanças, até porque esta é uma condicionantes do contrato de venda do Besc ao BB. As 68 agências que serão fechadas deverão ser incorporadas pelo BB até o fim do próximo mês.
Marca Besc permanece
Aos poucos, a marca Besc desaparecerá. Mas isto, garante a superintendência regional do Banco do Brasil, não será feito, no mínimo, nos próximos cinco anos.
Historicamente, todos os bancos estaduais privatizados ou federalizados no Brasil perderam as suas marcas. Tudo é uma questão contratual e de tempo. No próximo ano, por exemplo, a marca do Unibanco deixará de existir.
Sindicalistas reúnem-se
hoje com o Banco do Brasil
Está marcada para às 15 horas de hoje a reunião entre os representantes dos sindicatos dos bancários de Santa Catarina com a superintendência regional do Banco do Brasil, em Florianópolis. O objetivo será a apresentação do plano de reestruturação do BB, organizado em dez itens.
O presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Tubarão e Região (Seebtr), Armando Machado Filho, não se diz surpreso com a notícia do fechamentos das agências nas cidades com duplicidade da marca (BB e Besc). Armando acredita que isto ocorrerá em outras cidades ainda.
“Tudo está dentro do contrato de venda do Besc. A luta agora é com a manutenção dos postos de trabalho. É evidente que não haverá espaço para todos os trabalhadores e é isso que queremos saber: como será feito o remanejamento a longo prazo”, adianta Armando.
A Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) não permite a transferência compulsória que culmine em mudança de domicílio. Este também é um dos pontos a serem discutidos hoje. Os sindicatos ameaçam ingressar com liminares caso o BB tente impor este item.

