terça-feira, 12 maio , 2026

Indicação de Eduardo à embaixada dos EUA tem resistência em comissão

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) deve enfrentar resistência para assumir a embaixada de Washington caso sua indicação seja confirmada pelo pai, o presidente Jair Bolsonaro. Dos atuais 17 integrantes da Comissão de Relações Exteriores do Senado – responsável por analisar o nome -, seis disseram ao Estado ser contrários, outros sete afirmaram ser favoráveis, três preferiram não comentar e apenas um não se manifestou, a senadora Renilde Bulhões (PROS-AL).

Para ter sua nomeação como embaixador confirmada, Eduardo deverá passar por uma sabatina na comissão e, em seguida, ser submetido a uma votação secreta. Depois, é a vez de o plenário do Senado dizer se aceita ou não o escolhido pelo presidente. Ele precisará do voto favorável da maioria dos 81 senadores – também em votação secreta.

Conforme registros da Comissão de Relações Exteriores, apenas uma indicação presidencial para embaixador foi rejeitada ao longo da história. Em 2015, a então presidente Dilma Rousseff enviou o nome de Guilherme Patriota, irmão do ex-chanceler Antônio Patriota, para a vaga de embaixador do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA), mas ele não teve aval da maioria dos senadores.

O Estado apurou que o irmão mais velho de Eduardo, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), entrou em contato com colegas para medir a “temperatura” do Senado em relação à indicação. Flávio não faz parte da Comissão de Relações Exteriores. Os partidos, porém, podem trocar os nomes dos integrantes a qualquer momento.

O principal argumento dos que rejeitam a indicação é a falta de experiência de Eduardo. Segundo parlamentares, o filho “03” de Bolsonaro não tem o perfil adequado para assumir a embaixada americana, considerada a mais representativa do País no exterior. “Para assumir a embaixada de Washington precisa de muitos outros atributos, como no mínimo 30 anos de carreira e não apenas falar bem o inglês”, disse o senador Marcos do Val (Cidadania-ES), vice-presidente da comissão.

Senadores afirmaram ainda que a confirmação do nome do filho daria ao presidente a sinalização que ele poderia “fazer o que quiser”. “Às vezes, parece que Bolsonaro brinca de ser presidente e isso é muito sério”, disse Mara Gabrilli (PSDB-SP). Outros, porém, alegaram que o fato de ser filho do presidente pode representar uma vantagem para Eduardo no cargo. “O tratamento será bem diferente do que seria dado a qualquer outro embaixador”, declarou Romário (Podemos-RJ).

Ressalvas

Mesmo parlamentares que declaram apoio fizeram ressalvas à indicação. “Não seria adequado, mas não é ilegal”, disse o senador Mecias de Jesus (PRB-RR), representante do seu partido na Comissão de Relações Exteriores. “Se fosse eu o presidente da República não convocaria meu filho, mas, se ele convocou, deve ser porque o rapaz tem condições”, afirmou Zequinha Marinho (PSC-PA), integrante do colegiado.

Presidente da comissão, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) disse que vai trabalhar para que a indicação seja aprovada em até 60 dias. Antes, porém, precisará limpar a pauta e analisar as indicações de quatro embaixadores que estão na fila: Romênia, Hungria, Cingapura e Malásia. Trad se reuniu nessa sexta-feira com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para tratar do assunto. “O Eduardo não chegou onde chegou só pelo sobrenome. Ele tem as virtudes dele também”, disse o senador. “Vou votar a favor e vou ajudar para que o nome dele passe.”

Continue lendo

Horóscopo desta terça-feira, 12 de maio de 2026: Lua em Áries impulsiona ação e coragem

Depois de um início de semana marcado pela sensibilidade da Lua em Peixes, o céu desta terça-feira, 12 de maio de 2026, ganha um...

Incêndio destrói quatro apartamentos em Ibiraquera, em Imbituba

FOTOS CBMSC Divulgação Notisul TEMPO DE LEITURA: 2 minutos Um incêndio em edificação multifamiliar mobilizou equipes do 8º Batalhão de Bombeiros Militar na tarde desta segunda-feira...

Pelo Estado – PSD e PL movimentam a direita catarinense no final de semana 

 Final de semana movimentado na política catarinense. PSD e PL reuniram multidões, cada um em seu reduto.  Enquanto o PL, do governador Jorginho Mello, recebeu o presidenciável Flávio Bolsonaro na Capital, juntando cerca de cinco mil apoiadores, João Rodrigues reuniu a cúpula do PSD em Criciúma para ampliar seu projeto. No discurso, João garantiu que dará continuidade às obras que estão paradas e iniciará outras, fará mais investimentos na educação e terá foco também na infraestrutura, segurança pública e economia, arrancando aplausos e palavras de apoio dos colegas, entre eles Esperidião Amin e Júlio Garcia, que o acompanhavam. Já o governador Jorginho Mello passou dois dias acompanhando Flávio Bolsonaro, junto com os demais candidatos do Estado, como Carlos...

Hercílio Luz goleia o Guarani por 6 a 0 e assume a vice-liderança da Série B Catarinense

O Hercílio Luz deu um verdadeiro show diante da torcida no Estádio Aníbal Torres Costa, em Tubarão, na tarde deste domingo (10). Pela 4ª...

PL lança Carlos Bolsonaro como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina

O Partido Liberal (PL) lançou neste sábado (9) a pré-candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina nas eleições de 2026. O anúncio...

Lei reconhece atividade circense como expressão da cultura popular

A atividade circense passou a ser reconhecida oficialmente como manifestação da cultura e da arte popular em todo o território nacional. A medida está...

O Colo que a Parturiente Também Precisa 

Hoje, Dia das Mães, passei horas refletindo sobre a crônica que escreveria. Entre tantos caminhos possíveis — porque maternidade é um universo vasto, profundo...

Discussão termina com segurança e morador baleados em Imbituba

Uma discussão em frente a um estabelecimento terminou com duas pessoas baleadas na madrugada deste sábado (9), em Imbituba, no Sul de Santa Catarina....