Mirna Graciela
Laguna
Um inquérito foi instaurado ontem pelo delegado Flávio Costa Gorla para apurar uma suposta denúncia de tortura na Unidade Prisional Avançada (UPA) de Laguna. Assim que o caso chegou ao Ministério Público, o órgão entrou em contato com a Polícia Civil para investigar o caso.
“Estou oficiando ao juiz corregedor da unidade a solicitação de uma autorização para amanhã (hoje) levar o médico legista para atender os detentos apontados como vítimas desta denúncia. Faremos os exames de corpo de delito. Precisamos averiguar se os fatos são reais”, revelou o delegado.
Na semana passada, duas funcionárias da Associação Cultural, Social e Terapêutica da Região da Amurel (Acustra) estiveram na UPA e foram impedidas de entrar. A alegação foi de que a instituição estaria em greve. Além da proibição, chegou ao conhecimento delas de que alguns detentos estariam lesionados.
Conforme Gorla, após a visita de hoje à unidade, inicia a fase de colher depoimentos. “Vamos ouvir as funcionárias da Acustra e depois os agentes prisionais”, acrescenta o delegado. A acusação é contestada pelo diretor interino da UPA, Márcio Mendonça. Segundo ele, a informação não procede.
“Não temos detentos machucados. São denúncias infundadas. Mas, se isso realmente ocorreu e não chegou ao nosso conhecimento, os fatos serão apurados e encaminhados ao Departamento de Administração Prisional (Deap) de Santa Catarina para tomar as medidas cabíveis”, declara Márcio.
O que é a Acustra?
A Associação Cultural, Social e Terapêutica da Região da Amurel (Acustra) é uma entidade de apoio ao apenado, egresso e família. Desde 2007, oferece serviços técnicos e desenvolve um trabalho de humanização e diligência, junto aos detentos da Unidade Prisional Avançada (UPA) de Laguna. Um contato foi feito ontem com a Acustra, mas ninguém atendeu a ligação. O caso chegou à redação do Notisul por volta das 18 horas, horário em que a entidade já deveria ter encerrado seu expediente.

