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Inventário biológico é necessário

Um dos pontos de pesca utilizados em toda a lagoa fica bem no centro histórico de Laguna, ao lado do Mercado Público
Um dos pontos de pesca utilizados em toda a lagoa fica bem no centro histórico de Laguna, ao lado do Mercado Público

Eduardo Zabot
Laguna

 
Para saber a realidade das espécies que nascem e crescem na Lagoa Santo Antônio, em Laguna, é necessária a aplicação de um projeto de pesquisa de campo chamado inventário biológico. Segundo o secretário adjunto da secretaria de pesca, desenvolvimento rural e aquicultura da prefeitura, Elias Vieira, essa base técnica vai melhorar e muito a vida na lagoa.
 
“Com esse inventário, será possível saber quantas espécies, qual o período de reprodução, crescimento e até as vegetações necessárias para a alimentação dos peixes e crustáceos”, explica. O projeto é uma das prioridades do governo municipal e já tem diretrizes pré-estabelecidas. 
 
A base do documento já está separada e, assim que o projeto estiver elaborado, o processo tem tudo para ser rápido. Porém, no momento, não está em andamento.
 
O secretário Aderbal Moreira Cardoso lembra é o desassoreamento do canal outra necessidade. Ele explica que o trabalho realizado pela empresa Camargo Corrêa, responsável pela construção da ponte Anita Garibaldi, já melhorou a condição da lagoa. “Essa redragagem vai melhorar inclusive as lagoas do Mirim e Imaruí. No Bananal, por exemplo, os peixes estão voltando e os pescadores já têm outra realidade”, enaltece.
 
Aderbal esteve com os secretários estaduais João Rodrigues, de agricultura, e Paulo Bornhausen, de sustentabilidade, para incluir a dragagem da lagoa no projeto de desassoreamento do Rio Tubarão. O estado analisará o pedido, sem data estabelecida para resposta.
 
Reforma do Mercado Público
A prefeitura de Laguna estuda um local para fazer o deslocamento dos vendedores para que o Mercado Público possa ser reformado. “Já temos o projeto, do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), e tem os recursos incluídos no PAC das cidades históricas, do governo federal”, relata o secretário de pesca, desenvolvimento rural e aquicultura, Aderbal Moreira Cardoso. 
A interdição do Mercado Público foi determinada pelo Ministério Público em 2009, por falta de obediência às normas de Vigilância Sanitária, sob a justificativa de que colocava em risco os consumidores que adquiriam pescados nas bancas de peixe.
O primeiro prédio do Mercado Público de Laguna foi construído em 1897, por Antônio Pinto da Costa Carneiro. Ficava às margens da lagoa Santo Antônio dos Anjos, onde hoje está a Praça Paulo Carneiro.  Os peixes eram vendidos em uma pequena banca ao lado do prédio. No espaço, tinha açougue, armazém de secos e molhados, banca de frutas e verduras, com mais de 20 locais. 
Ao lado uma fonte de água, vinda por canos da Fonte da Carioca, abastecia quem frequentava o mercado. Em 20 de agosto de 1939, um incêndio destruiu o mercado. As ruínas do prédio foram derrubadas no ano seguinte. 
O prédio atual mercado começou a ser construído em 1956 e a inauguração ocorreu dois anos depois. No primeiro piso, funcionava o Mercado Público, e no segundo a câmara de vereadores e a prefeitura, instalada no local até os anos 80.
 
O projeto do novo Mercado Público prevê uma área melhor destinada para venda de pescados, uma das atividades mais antigas e tradicionais de Laguna
Foto:Iphan/Divulgação/Notisul
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