Início Geral Irmãs se comovem e resolvem doar os cabelos

Irmãs se comovem e resolvem doar os cabelos

Júlia do Livramento Espíndola, 7 anos, e Beatriz do Livramento Espíndola, 5, realizaram recentemente um desejo que nasceu depois que viram uma criança sem cabelo. Elizandra Zanelato do Livramento, mãe das garotas, foi surpreendida com o porquê. “Mãe, por que ela não tem cabelo”?

“Então expliquei que estava com câncer, uma doença que faz cair cabelo, tentei de um jeito simples para elas entenderem”, conta Elizandra. No mesmo instante, as meninas disseram que iriam cortar o cabelo para doar às crianças que não tinham.

“Elas sempre tiveram o cabelo comprido, já saíram da maternidade com lacinho não cabeça de tanto cabelo que tinham”, revela a mãe orgulhosa diante da iniciativa das filhas.

Elizandra conta que, sempre que elas veem alguma pessoa careca, ficam sensibilizadas e lá vem as perguntas. “Mãe, ela tem câncer? Vai nascer cabelo? A gente pode doar?”.

Chegou o grande momento! As irmãs cortaram o cabelo no último dia 8 para o belo gesto de solidariedade. Elas têm consciência de que podem fazer isso muitas vezes e ajudar alguém, porque têm de sobra. 

A alegria no rosto das meninas ao saberem que o destino de sua doação (e de qualidade) faria uma pessoa mais feliz era surpreendente.

A doação vai para a ou o Unionco, um setor dentro do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC). Antes, são mandados para fora para a confecção. Retornam e têm o seu destino dentro da instituição.

As pequenas moram no bairro Bom Pastor, em Tubarão.

Dados do câncer

Dados da Agência para a Pesquisa do Câncer, entidade ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta que a incidência de câncer no Brasil pode aumentar em 78% nos próximos 20 anos

Hoje, o câncer mais frequente no Brasil é o de mama, com 85,6 mil casos, 15,3% do total. O segundo lugar é o de próstata, com 84,9 mil. Mas essa é a doença que mais mata entre os incidentes de câncer, com 30% dos casos. 

Atualmente, de acordo com o levantamento, um em cada cinco homens e uma em cada seis mulheres desenvolverão o câncer durante suas vidas. A taxa de mortalidade é elevada. Um em cada oito homens e uma em cada 11 mulheres morrerão pela doença.

Mirna Graciela/Notisul

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