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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi submetido, nesta quinta-feira (25), dia de Natal, a uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral, em Brasília. O procedimento foi realizado no hospital DF Star e, segundo familiares, ocorreu com sucesso.
Esta foi a oitava cirurgia pela qual Bolsonaro passou desde o atentado a faca sofrido durante a campanha presidencial de 2018.
De acordo com informações divulgadas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nas redes sociais, a cirurgia teve início por volta das 9h e terminou no início da tarde. A previsão da equipe médica é de que Bolsonaro permaneça internado por cerca de uma semana antes de retornar à custódia da Polícia Federal no Distrito Federal.
Motivo da cirurgia
Segundo a equipe médica, Bolsonaro apresentou um quadro de hérnia inguinal bilateral, condição caracterizada pela saída de órgãos ou tecidos por uma abertura na musculatura abdominal.
No lado direito, foi identificada a saliência de uma alça do intestino. Já no lado esquerdo, os exames apontaram a projeção de tecido adiposo da parede abdominal. Especialistas indicam que esse tipo de hérnia tem maior incidência em homens mais velhos e tende a se agravar sem intervenção cirúrgica.
Procedimento adicional em avaliação
Além da correção das hérnias, os médicos também avaliam a necessidade de um procedimento complementar para reduzir crises persistentes de soluço relatadas pelo ex-presidente nos últimos meses, que vinham afetando sua respiração, alimentação e bem-estar.
A possibilidade em análise é o bloqueio anestésico do nervo frênico, responsável pelo controle do diafragma. A decisão será tomada ao longo do período de internação.
Esquema de segurança
A cirurgia foi realizada sob um rigoroso esquema de segurança, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as medidas adotadas estão escolta policial, vigilância permanente no hospital e controle de acesso ao leito durante a internação.
Repercussão política
Mesmo internado, Bolsonaro segue no centro das atenções do cenário político. Nos últimos dias, familiares e apoiadores divulgaram mensagens de solidariedade e pedidos de oração.
No próprio dia de Natal, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) leu uma carta que, segundo ele, foi escrita pelo pai, na qual o ex-presidente declara apoio à sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026. O gesto gerou reações distintas dentro do campo conservador.

