
Imbituba
Ao que tudo indica, o imbróglio entre os pescadores e a Imbituba Empreendimentos e Participações (IEP), na disputa pelo canto sul da praia do Porto, em Imbituba, terá um desfecho em breve. Nesta sexta-feira, a juíza Nayara Brancher fez uma vistoria nos 43 imóveis que estão na área a ser reintegrada à empresa. A IEP tem a pretensão de construir uma porto privado no local.
As terras são da empresa, mas são utilizadas há muitos anos por pescadores, para guardar embarcações, entre outros fins. A vistoria desta sexta-feira serviu para o judiciário avaliar quais os imóveis são realmente ranchos de pesca e devem ser reconstruídos pela IEP em outro local, e quais servem apenas como residência ou estada para veranistas.
A vistoria foi acompanhada pelos advogados do governo federal e da IEP, pela Associação de Moradores Pescadores Profissionais Artesanais e Amadores da Praia do Porto (Ampap) e pelo presidente da colônia Z-13, Antônio Carlos Teixeira.
Até o momento, os pescadores permanecem no local, pois é questionada na justiça a omissão de informações da Fatma, em relação à licença concedida à IEP.
A presidenta da Ampap, Sayonara Nascimento, lembra ainda que, além da reconstrução dos barracões entre os molhes 1 a 3, um estudo sobre as mares nestes pontos tem que ser realizado. “Como a condição no novo local é diferente, solicitamos a construção de um porto pesqueiro e um molhe de abrigo para garantir condições de trabalho aos pescadores”, salienta Sayonara.
O presidente da Z-13 apresentou uma outra opção. Dos 400 metros de cais, poderia-se aterrar apenas 200 metros, sem que haja necessidade de retirar os pescadores do espaço que ocupam hoje. “É algo possível e uma ideia que atende as duas partes: os profissionais da pesca e os empresários”, frisa Antônio.