Tubarão
O ex-jogador Lico será homenageado nesta segunda-feira, em Florianópolis, no prêmio “Top da Bola”. O imbitubense receberá o troféu “Craque referência catarinense”, no evento que premia os melhores do estadual 2011 de futebol.
Lico é o jogador catarinense mais vitorioso da história. Conquistou um Mundial Interclubes, uma Libertadores da América, três campeonatos Brasileiros, três catarinenses, um estadual do Rio de Janeiro, além de títulos internacionais, como o Ramón de Carranza e o Cidade de Santander.
Antônio Nunes, ou simplesmente Lico, recebeu este apelido na infância. Mas o garoto franzino, nascido e criado em Imbituba, jamais imaginou que um dia essas quatro letras seriam entoadas pela maior torcida do Brasil, a do Flamengo.
Lico cresceu jogando peladas descalço. O convite, feito pelo amigo Paulo Roberto, para fazer testes no América de Joinville chegou logo depois da perda trágica de um dos irmãos. Aos 16 anos, Lico embarcou para Joinville, levando consigo um par de chuteiras e a tristeza pelo luto, mas com um propósito: ser um jogador de futebol profissional.
O início da carreira: De Imbituba para o mundo
No América, Lico conquistou o estadual de 1974, permanecendo até o ano seguinte, quando se transferiu para o Figueirense. Na capital, outro título estadual, porém, sem virar titular. Teve passagens rápidas por Grêmio e Marcílio Dias. Em 1976, transferiu-se para o Avaí, onde fez parte de uma das melhores formações avaianas da história, ao lado de Renato Sá e Balduíno.
Mas o reconhecimento do jovem cabeludo, de canelas finas, veio de onde tudo começou. Foi no Joinville que Lico apareceu para o futebol nacional. No recém criado JEC, ganhou um estadual, chamando a atenção do Flamengo, que comprou o seu passe.
Sem oportunidades no Flamengo, voltou ao JEC, emprestado. Destacou-se no Brasileirão de 1981, credenciando-o a voltar à Gávea.
Lico chegou no Fla em meio à disputa do Carioca e da Libertadores de 1981. Logo, o técnico Carpegiane o promoveu a titular e ele não saiu mais do time. Lico ganhou a América, o Mundo e a admiração da torcida rubro-negra.
Em 1984, no auge da carreira, aos 33 anos, teve que parar. Uma grave lesão no joelho o tirou dos gramados.
Atualmente, Lico comanda uma escolinha de futebol em Imbituba. Trabalhou em clubes como técnico e como diretor. Vive em sua casa na Praia da Ribanceira, em Imbituba, com a esposa Simone e a filha Marina.
Documentário traz a carreira do craque
A Travessia de um Sabiá é o trabalho de conclusão de curso dos jornalistas Cleber Latrônico (repórter do Notisul) e Fábio Lima. O documentário em vídeo, de pouco mais de 30 minutos, conta a trajetória de Lico no futebol. O resgate histórico, além de mostrar gols, jogadas e imagens raras da vida e carreira do “camisa 11 de Tóquio”, traz depoimentos de ídolos do futebol como Zico, Andrade, Paulo César Carpegiane, Balduíno, Orivaldo, Fontan, Luís Everton e Lauro Búrigo, além de mestres da crônico esportiva como Roberto Alves, Maceió, Hélio Costa, Fernando Linhares.

