Tubarão
Lily Farias
Hoje vou a contar a história da pequena Lorena Marcelino Fernandes, de 1 ano e 2 meses. Ela é de Tubarão e luta com todas as forças para manter o seu rim em funcionamento todos os dias. A menina tem insuficiência renal crônica, e de acordo com a sua mãe Taise Marcelino, os rins funcionam apenas com medicação. Lorena é uma criança alegre como todas as outras da sua idade e tem seus dias bons e ruins por causa da doença.
Com tão pouco tempo de vida Lorena já passou por mais coisas que muitos adultos! Já fez 9 cirurgias e o tratamento muitas vezes se torna cansativo, principalmente para a família.
Lorena se prepara para entrar na fila de espera para o transplante de rim, que segundo Taíse, é uma situação bem difícil porque ela só pode receber o órgão de outra criança falecida.
A menina vai entrar na fila a partir de dezembro, tempo determinado pelos médicos porque ela ainda se recupera da última cirurgia. E pensando na dificuldade que a filha vai enfrentar Taíse lançou nas redes sociais uma campanha de incentivo à doação de órgãos.
“Quando comecei a publicar as fotos da Lorena e escrever os textos contando um pouquinho da nossa história, fazia isso como uma forma de aliviar minha alma, exteriorizar meus sentimentos, minha gratidão e minha esperança”, diz a mãe.
Taíse não esperava a repercussão que teria e esclarece que a Lorena ainda não precisa da doação, mas ela se coloca no lugar de quem está na lista de espera e não vê mais esperança.
DOAÇÃO DE ÓRGÃOS NO BRASIL
No Brasil a lei permite dois tipos de doação: doador falecido (pessoa que venha a sofrer morte encefálica, cuja família autorize a doação) ou doador vivo (parentes de até 4º grau ou cônjuge).
Existe também outro tipo de doação em vida, que seria a doação entre não parentes, porém é necessário autorização judicial. Cada caso é analisado de forma individual para definir o tipo de doação mais adequada e no caso da Lorena, após ela entrar na fila, seu novo rim virá de um doador falecido infantil.
“Ela e tantas outras pessoas dependem desse gesto de amor, que é autorizar a doação! Vamos nos unir em favor dessa conscientização, juntos somos mais fortes e poderemos salvar muitas vidas!”, enfatiza Tais.
Nas redes sociais não se fala em outra coisa além da campanha criada por Tais. ” Cada mensagem que eu recebia em cada foto me fazia sentir mais forte, renovava minha esperança… Cada um dos autores dessas mensagens me acolhia de alguma forma, me passava seu carinho, e isso me fez perceber que com a história da nossa filha poderíamos tocar o coração das pessoas a respeito da importância da doação de órgãos!