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Mãe de 90 anos reencontra filha que deu para adoção há 70 anos

Uma espera de sete décadas para que Elizabeth Pullen pudesse reencontrar a filha Lynne Wray. Elas não se viam desde que a mãe deu a criança para adoção, há 70 anos. Mas graças à neta de Elizabeth, Wanda LeBlanc, Lynne foi encontrada.

“Minha mãe deu para mim e minha irmã DNA kits para o Natal e pensamos que seria divertido aprender sobre nossa família”, disse Wanda LeBlanc. “Quando cliquei no nome dela havia uma mensagem: ‘Eu sou adotiva e nunca conheci minha família de nascimento’. Daí fiquei animada em saber que havia um membro da família lá fora”, conta a neta.

As duas trocaram informações e toda a história começou a fazer sentido.

Emoção

“Assim que ela atendeu o telefone, eu disse: ‘Oi Lynne, sou a Wanda’. E ela começou a chorar assim que ouviu minha voz. Ela disse que você é o primeiro membro da minha família biológica com quem eu já conversei “, disse Wanda LeBlanc.

“Ela me contou que tudo o que ela sabia era sua cidade natal e que sua mãe era parte indígena. Daí liguei os fatos, porque sempre me contaram que minha avó era parte indígena, e foi então que deu um “clique” na hora.

A neta contou que a avó confirmou que na década de 1940, ela havia dado Lynne Wray para adoção. “Uma parte do processo de adoção nos anos 40 era: se uma mulher está dando à luz e o bebê para adoção, ela não tem permissão para ver o bebê. Então minha avó nunca viu Lynne”, disse Wanda LeBlanc.

Planos de Deus

A mãe Elizabeth Pullen contou que ela sempre soube que um dia se reuniria novamente com a filha. “Nós nunca desistimos. Quando você dá um presente (adoção), você sabe que algum dia ele vai voltar. Eu sabia que iria encontrá-la. Eu sabia que isso estava no plano de Deus. Eu sabia que a veria algum dia”, disse Pullen.

Mãe e filha comemoram o reencontro com uma sessão de fotos especial. “Não paramos de conversar por uma semana inteira. Penso que podemos continuar falando para sempre. Porque ela é um anjo e o pai teria ficado orgulhoso dela. Todos os meus filhos tiveram o mesmo pai. Ela se parece tanto com o lado do pai dela”.

“Minha avó não está bem de saúde e muitas vezes questionou por que Deus a manteve nesta terra – agora ela sabe o porquê”, conclui LeBlanc.

Wray mora na Carolina do Norte. Pullen mora em Louisiana. Eles fizeram planos para reunirem as famílias no verão.

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