Mirna Graciela
Turvo
Mais três agricultores procuraram a delegacia de Turvo, esta semana, para registrarem boletins de ocorrência contra um empresário tubaronense. Ele administrava uma empresa na cidade, que comercializava arroz, fez empréstimos bancários, fechou as portas e não repassou aos rizicultores os valores dos produtos depositados.
“Agora temos 11 inquéritos. Estas três novas vítimas são de Turvo e o prejuízo de cada um gira em torno de R$ 60 mil para cada um”, informa o delegado responsável pelo caso, André Gazzoni Coltro. Segundo ele, as investigações estão em fase de depoimentos, recolhimento de documentos, como notas fiscais e e-mails, e o envio de cartas precatórias para o interrogatório do acusado.
“Dependendo do tempo que forem cumpridas as precatórias, pretendemos concluir os inquéritos em 30 dias, com o indiciamento dele e o encaminhamento ao fórum”, prevê o delegado. Gazzoni explica que, caso fosse feito somente um inquérito, com todos os reclamantes, o procedimento seria mais demorado, tumultaria as investigações e, posteriormente, o processo.
“Para cada vítima, temos um inquérito. O primeiro foi instaurado em 25 de junho. Existem alguns com mais de uma pessoa, como por exemplo uma sociedade no negócio”, detalha.
Além de Turvo, há rizicultores de Nova Veneza, Meleiro e Rio Grande do Sul. O prejuízo total chega a R$ 2 milhões. A empresa decretou falência no dia 16 do mês passado, como consta no site do Tribunal de Justiça. A reportagem do Notisul teve acesso ao nome do empresário, mas não será divulgado por enquanto até que o processo de investigação seja concluído.

