São José
Mais uma audiência sobre o assassinato da agente penitenciária Deise Alves, registrado em outubro do ano passado, ocorreu ontem, no fórum de São José, na Grande Florianópolis. A advogada tubaronse Fernanda Fleck Freitas é uma das acusadas e ré no processo de homicídio.
Quatro réus presos em Mossoró, no Rio Grande do Norte, acompanharam a sessão por videoconferência. Outros quatro – inclusive a advogada – estavam presentes.
O crime teve grande repercussão e a participação do Primeiro Grupo Catarinense (PGC). A audiência ocorreu das 9 às 19 horas, e poderá ser assim sucessivamente todos os dias até a próxima segunda-feira.
Policiais, testemunhas e réus são ouvidos. Ao final, o juiz suspenderá as sessões. Em outra data anunciará se os acusados irão ou não a júri popular pela morte de Deise.
O ex-diretor da Penitenciária de São Pedro de Alcântara e viúvo da agente, o agente Carlos Alves, 36, prestou depoimento ontem.
Mandados são cumpridos
A Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) cumpriu 18 mandados de prisão contra envolvidos com o Primeiro Grupo Catarinense (PGC). A ação faz parte do inquérito aberto neste ano, que investiga a facção e os ataques criminosos em Santa Catarina. Do total, 14 ocorreram em presídios e quatro nas cidades de Paulo Lopes, São José e Florianópolis. Entre os presos está a esposa de um detento da Penitenciária Federal de Mossoró (RG) e integrante do PGC. Ele é um dos réus que acompanhou a audiência ontem, em São José, por videoconferência, sobre o homicídio da agente Deise Alves.
