terça-feira, 21 julho , 2026

Mais uma vez, trabalhadores vão pagar a conta dos excessos de gastos do Governo Federal

A aprovação, na última semana, pela Câmara Federal de uma medida que limita os reajustes do salário mínimo até 2030 representa um retrocesso social e econômico de proporções alarmantes. A decisão não apenas compromete o poder de compra dos trabalhadores brasileiros, mas também agrava a desigualdade ao penalizar aposentados e pensionistas que já contribuíram para o desenvolvimento do país.

O salário mínimo é mais do que um indicador econômico; é um pilar de justiça social que assegura o mínimo de dignidade aos trabalhadores e suas famílias. Ao limitar seus reajustes, via Lei aprovada no Congresso Nacional, o governo compromete a renda de milhões de brasileiros que dependem dele para sobreviver. A justificativa de economizar R$ 110 bilhões nas contas públicas em 2025 não pode sobrepor-se ao impacto devastador sobre as pessoas mais vulneráveis. A medida demonstra, mais uma vez, que o ônus da crise econômica recai desproporcionalmente sobre quem menos tem.

Reduzir o poder aquisitivo da população não é apenas socialmente injusto, mas também economicamente contraproducente. Com menos dinheiro circulando, a economia perde força, o consumo retrai, e o país cresce menos. O que parece ser uma solução fiscal pode, na verdade, gerar mais problemas, criando um ciclo de estagnação econômica que prejudica a todos, inclusive o próprio governo.

A medida é ainda mais grave quando analisada à luz das novas regras do chamado “arcabouço fiscal”. O afrouxamento da Lei de Responsabilidade Fiscal, que por décadas impôs limites aos gastos públicos, não trouxe a prometida modernização, mas sim a ampliação do descontrole fiscal. O resultado é um Estado que continua gastando de forma desordenada e transfere a conta para os trabalhadores. É inadmissível que, em um país com altos índices de desigualdade, sejam justamente os assalariados e aposentados os primeiros a pagar por erros de gestão e prioridades mal definidas.

Enquanto o governo afirma que a medida é necessária para equilibrar as contas públicas, outras áreas continuam a receber vultosos recursos. Gastos desnecessários, como os bilhões de reais liberados aos deputados e senadores como “orçamento secreto” em emendas impositivas, privilégios de setores específicos e a falta de uma reforma tributária justa mostram que existe, sim, espaço para cortar despesas sem sacrificar a população trabalhadora. O problema não é a falta de recursos, mas a escolha de como e onde alocá-los.

No fim das contas, a limitação dos reajustes do salário mínimo é uma escolha política que evidencia o descaso com os mais pobres e beneficia quem está no topo da pirâmide, especialmente os políticos. Os trabalhadores, que já enfrentam desafios como inflação alta, desemprego e precarização das condições de trabalho, agora terão que arcar com mais essa penalidade.

É preciso resistir a medidas que comprometem o bem-estar de milhões para manter privilégios e sustentar um modelo político e econômico ineficaz. Limitar o reajuste do salário mínimo não é apenas uma questão técnica ou fiscal; é uma escolha que reflete as prioridades de um governo. E, infelizmente, mais uma vez, essas prioridades parecem estar distantes da realidade da maioria dos brasileiros. É hora de exigir um modelo econômico que promova justiça social e valorize quem realmente move o país: os trabalhadores.

Continue lendo

UP confirma Laís Chaud como candidata ao governo de Santa Catarina

O partido Unidade Popular pelo Socialismo (UP) oficializou, nesta segunda-feira (20), a candidatura de Laís Chaud ao governo de Santa Catarina nas eleições de...

Unidade móvel de saúde da mulher inicia atendimentos com boa adesão em Tubarão

A unidade móvel do Programa de Promoção e Prevenção da Saúde da Mulher iniciou nesta semana os atendimentos em Tubarão com boa participação da...

Governo destina R$ 547 milhões para ressarcir beneficiários do INSS

O governo federal autorizou a liberação de R$ 547 milhões para ressarcir beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que sofreram descontos indevidos...

Brasil enfrenta o Japão nas quartas de final da Liga das Nações Feminina de Vôlei

A seleção brasileira feminina de vôlei inicia nesta quarta-feira (22) a disputa da fase final da Liga das Nações Feminina (VNL). A equipe comandada...

Temporais isolados e calor acima da média marcam a terça-feira no Sul de Santa Catarina

FOTO Notisul Tempo de leitura: 5 minutos A terça-feira (21) será de calor acima da média para o inverno e de instabilidade no Sul de Santa...

PM registra 122 ocorrências em 24 horas; furtos e direção perigosa estão entre os destaques

FOTO PMSC Divulgação Notisul Tempo de leitura: 4 minutos A Polícia Militar atendeu 122 ocorrências entre as 7h de domingo (20) e as 7h desta segunda-feira...

Motociclista fica gravemente ferido após colisão com carro na SC-434, em Garopaba

IMAGEM CBMSC Divulgação Notisul Tempo de leitura: 2 minutos Um motociclista ficou gravemente ferido após uma colisão lateral entre uma motocicleta Honda CG 160 e um...

Horóscopo de terça-feira 21: confira a previsão para os 12 signos 

 IMAGEM IA Notisul Tempo de leitura: 5 minutos A terça-feira (21) será marcada por uma importante mudança na energia astral. Às 8h05 (horário de Brasília), a...