Lily Farias
Tubarão
Analgésicos, antitérmicos e antigripais estão mais acessíveis aos consumidores. Estes medicamentos, isentos de receita médica, passaram a ter venda livre em gôndolas de farmácias e drogarias, conforme determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgada na última sexta-feira.
De acordo com a nova regra, os remédios precisam ficar próximos aos que contêm os mesmos princípios ativos e deverão ter cartazes indicando os perigos da automedicação. A medida beneficia cerca de 56 mil farmácias e drogarias de todo o Brasil, o equivalente a 90% dos estabelecimentos.
A farmacêutica Samara Silva dos Santos, de Tubarão, prevê aumento nas vendas, uma vez que os clientes terão acesso mais fácil aos produtos. Em contrapartida, se diz preocupada com os riscos da automedicação.
“A situação só faz as pessoas reforçarem o entendimento sobre o papel do farmacêutico. Que estamos ali para dar uma orientação, sem jamais querer tirar o lugar de um médico. Mas é possível que aumente também a quantidade de pessoas com problemas por causa de um medicamento errado”, alerta.
Venda controlada
Em 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma determinação estipulando normas para a compra e venda de remédios no país. Na resolução, constavam as boas práticas farmacêuticas para controle sanitário do funcionamento de farmácias e drogarias.
Após realizar uma consulta pública, a Anvisa alterou esta resolução e determinou que analgésicos, antitérmicos e antigripais não precisam mais ser vendidos com receita médica.

