quinta-feira, 19 março , 2026

Entenda a megaoperação no Rio que já deixou mais de 100 mortos

A megaoperação realizada no Rio de Janeiro em 28 de outubro de 2025 foi a maior e mais letal da história do estado, mobilizando cerca de 2.500 policiais civis e militares. A ação teve como objetivo combater o Comando Vermelho nos Complexos do Alemão e da Penha, cumprindo 100 mandados de prisão contra lideranças e integrantes da facção.

Balanço e número de vítimas

O número de mortos ainda é incerto. O balanço oficial divulgado até esta quarta-feira (29) indica 64 mortes, incluindo suspeitos e quatro policiais — dois civis e dois do Bope.
Relatos de moradores e fontes independentes, porém, apontam que mais de 100 pessoas podem ter sido mortas, com corpos encontrados em áreas de mata no dia seguinte à ação.

Entre as vítimas estão 18 suspeitos identificados e dois policiais mortos durante os confrontos.

Prisões e apreensões

A operação resultou na prisão de 81 pessoas, entre elas Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como Belão, apontado como operador financeiro da facção e braço direito de Edgar Alves, o Doca ou Urso.

Foram apreendidos 91 fuzis, 26 pistolas, granadas, 14 artefatos explosivos e toneladas de drogas. A ação contou com helicópteros, drones, 32 blindados e 12 veículos de demolição.

Foto: Divulgação

Confrontos e uso de tecnologia

Criminosos utilizaram drones para lançar explosivos contra as forças de segurança. Em resposta, a polícia empregou táticas de cerco conhecidas como “muro do Bope”, que visavam encurralar os traficantes dentro da área de 9 milhões de metros quadrados que abrange os complexos.

Os confrontos provocaram bloqueios em vias importantes, como a Avenida Brasil, e deixaram a cidade em estágio 2 de atenção por risco de novos incidentes.

Repercussão e impactos sociais

A operação gerou forte repercussão nacional e internacional. Moradores relataram horas de pânico, tiroteios intensos, casas atingidas e dificuldades para circular. Entidades de direitos humanos classificaram a ação como uma das mais letais da história da segurança pública brasileira.

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) solicitou explicações oficiais sobre o número de mortos e a condução da operação. Já o governo estadual defende que a ação representou uma resposta ao avanço do tráfico e à expansão territorial do Comando Vermelho.

Repercussão internacional

Veículos como The Guardian e Deutsche Welle destacaram o episódio como um dos mais violentos do Rio, descrevendo cenas de guerra urbana e crise humanitária nas comunidades.

Debate sobre segurança pública

Especialistas afirmam que a operação expõe o dilema da segurança pública fluminense, marcada por confrontos de alta letalidade e pouca transparência nos resultados. Organizações civis alertam para o impacto psicológico e social nas comunidades, e cobram novos modelos de combate ao crime que priorizem a inteligência policial e a redução de danos.

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