Cíntia Abreu
Tubarão
Será que alguém já pensou qual é ‘visão’ do rio Tubarão da sua cidade azul? Provavelmente, as pessoas que questionam o futuro do meio ambiente, a poluição do rio que corta a cidade e que já ofereceu melhores condições aos tubaronenses nunca pararam para pensar que há vida nestas águas.
É claro que o rio não é um ser pensante, porém, traz dentro dele e às suas margens integrantes que ‘escrevem’ a história. Na última sexta-feira, o novo delegado da Capitania dos Portos de Laguna, capitão-de-corveta, André Luiz dos Santos e Silva, em visita para que pudesse conhecer a nova área que administrará, pôde ver de perto a situação ambiental e social do rio.
Enquanto a população tubaronense movimenta-se sobre as pontes que ligam as duas margens do rio, há famílias que habitam em suas margens, há outras que pescam em um rio considerado poluído. O que a Marinha do Brasil pode fazer em relação aos dois âmbitos? “No lado social, nos cabe fiscalizar. Se os moradores não construírem nada de alvenaria, não iremos agir. E, em Tubarão, isto não existe. No setor ambiental, ao contrário do que pensam, o Rio Tubarão não apresenta dejetos inorgânicos e tem uma capacidade operacional grande para navegação”, afirma o capitão.
Apesar dos pontos positivos, o “mundo” do Rio Tubarão continuará esperando que o ser humano, às vezes, pare para trabalhar na sua melhoria. “Com todas estas considerações, não significa que a preservação não tenha que ser feita com mais afinco”, adverte André Luiz.
Na sala de aula
A falta de tratamento de água e esgoto contribuem com a poluição do Rio Tubarão. Porém, a prefeitura já estuda projetos de concessão para estes serviços, como também a realização da dragagem do rio.

