Eduardo Zabot
Tubarão
A costureira Odileia Menezes participou da procissão de Corpus Christi em Tubarão, ontem à tarde, junto a outras centenas de fiéis. Para ela, a data significa bem mais que um feriado.
“É um dia muito especial. As pessoas se unem, famílias, vizinhos acordam cedo para confeccionar os tapetes. Não se pode deixar morrer essa tradição”, salienta.
Corpus Christi, expressão em latim que significa Corpo de Cristo, é uma festa da igreja católica. A procissão é realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, que ocorre depois de Pentecostes.
A passagem do Corpo de Cristo pelas vias públicas atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico, que determina ao bispo diocesano que a providencie, onde for possível, “para testemunhar publicamente a adoração e a veneração para com a Santíssima Eucaristia”.
Em Tubarão, além de procissão e missa na Catedral, as demais paróquias também celebram a data em outros bairros. Para Leia Albino, é uma data para comemorar. “Eu respeito muito esse dia, nós celebramos o Corpo de Cristo, que é a união entre os homens. É um dia especial”, destaca.
Os tapetes de rua são uma tradição e manifestação artística popular realizada pelos fiéis católicos que surgiu em Portugal e veio para o Brasil com os colonizadores. São utilizados na confecção vários materiais, como serragem colorida, borra de café, farinha, areia, flores, papéis e tecidos.
Tradição católica e familiar
Famílias inteiras têm a tradição de confeccionar os tapetes para a procissão e participar da celebração do Corpo de Cristo. O comunicador Guilherme Santana levou a filha Iasmim, de 3 anos, à procissão na Catedral de Tubarão. Os desenhos do percurso chamam a atenção da menina, o que, para ele, e é um estímulo.
“Essa procissão é diferente e faz parte da cultura familiar. Trazer ela para ver os tapetes estimula para que a tradição dessa festa não se perca”, declara.
Para Iasmim, ir à procissão é uma alegria e uma forma de participar da tradição da família

