Amanda Menger
Tubarão
Com a crise econômica mundial batendo às portas do Brasil, o governo federal lançou o Programa Minha Casa, Minha Vida. A intenção é construir um milhão de residências em dois anos, diminuir o déficit habitacional (estimado em oito milhões), movimentar o mercado interno e criar novos empregos. O programa quer atender as famílias com renda de até dez salários mínimos.
Em 2008, a região sul de Santa Catarina contratou R$ 18 milhões em financiamentos habitacionais. Estas cifras foram batidas em agosto. “A procura por financiamentos aumentou e deve crescer ainda mais, quando os projetos das construtoras para o Minha Casa, Minha Vida forem efetivados. Em Tubarão, está em fase final de avaliação o da construtora Athena e há interesse também da Camilo e Ghisi”, explica o superintendente da Caixa Econômica Federal para o sul do estado, Altamir Durli.
O projeto citado por Durli é o residencial Parque das Torres. Serão 128 unidades, com média de 40 metros quadrados e avaliados em torno de R$ 45 mil cada. A seleção dos futuros proprietários será feita entre as famílias de até três salários mínimos que foram cadastradas pela secretaria de assistência social da prefeitura. Cerca de 600 famílias inscreveram-se.
“A seleção seguirá os critérios estabelecidos pela prefeitura. Na faixa de até três salários, os subsídios dados pelo governo são maiores. As famílias pagarão entre R$ 50,00 e R$ 139,00 por um prazo de até dez anos. Com a assinatura do convênio, a prefeitura renuncia fiscalmente a algumas taxas que são pagas pela construtora ou loteador”, explica Altamir.
Propostas devem ser enviadas até dia 28
Os municípios com menos de 50 mil habitantes interessados em participar do Programa Minha Casa, Minha Vida devem enviar as propostas ao Ministério das Cidades até o dia 28. O formulário de propostas pode ser acessado no site do ministério.
Podem ser apresentadas três propostas, cada uma poderá ter no máximo 30 unidades para os municípios com até 20 mil habitantes. Para os que tiverem até 50 mil habitantes, as propostas podem ter até 60 unidades, cada.
O programa atenderá famílias com renda de até R$ 1.395,00. Os recursos de subsídio são provenientes do Orçamento Geral da União. Estados e municípios devem apresentar contrapartida financeira, de bens ou serviços, além de promover iniciativas voltadas à redução dos custos de produção dos imóveis.
Renda entre seis e dez
salários também tem benefícios
O déficit habitacional no Brasil é avaliado em oito milhões de residências. Em Santa Catarina, dados de julho da Companhia de Habitação (Cohab) estimavam o déficit em 120 mil unidades, ou seja, 2% do total nacional. Na Amurel, os números são incertos. Porém, o que não resta dúvidas para a Caixa Econômica Federal, principal agente financiador, é que nos próximos meses mais pessoas devem assinar as suas cartas de crédito.
“Notamos que neste ano a procura por financiamentos está maior. Isso deve-se ao maior volume de recursos destinados pelo governo federal e também à redução da taxa de juro. Em Tubarão, cresceu o número de financiamentos de unidades isoladas, no caso as residências, em especial, das famílias com renda entre seis e dez salários mínimos, já que elas também se enquadram no Programa Minha Casa, Minha Vida”, revela o superintendente da Caixa Econômica Federal para o sul do estado, Altamir Durli.
Mesmo sem ter nenhum projeto de construtora aprovado pelo Minha Casa, Minha Vida em Tubarão, outras empresas optaram por bancar os custos da obra e depois de pronta é que é feito o financiamento. “Nestes casos, em geral, o comprador dá uma entrada e o restante é financiado pela Caixa. E como a renda fica até dez salários mínimos, também consegue subsídios do governo (a União banca uma parte) e juros mais baixos, em torno de 4,5% por ano”, diz Altamir.

