Otrânsito é feito por todos nós que circulamos na via pública, pedestres que tem a preferência, ciclistas, motociclistas e veículos, mas, para que flua naturalmente, sem causar transtornos e contratempos, é primordial que a engenharia de tráfego faça sua parte, proporcionando que a mobilidade das pessoas e veículos não fique mitigada.
Recentemente, percebe-se nos grandes aglomerados humanos, diria que até em cidades de médio porte, o quão dificultoso é sincronizar esses fatores ao lado de posturas públicas que visem resolver tais problemas ou, pelo menos, demonstre sinais de preocupação com esse assunto.
A julgar pela carga tributária a que somos submetidos e, principalmente o alto custo que o cidadão e empresas pagam pela falta de mobilidade, com a perda de tempo em engarrafamentos e custo com combustível, dentre outras coisas, percebe-se que tal área está muito aquém de ser razoavelmente boa, o que afeta um dos direitos básicos do ser humano: de locomover-se.
Nossa bela Criciúma, assim como Araranguá e outras cidades deste porte, já sentem esse reflexo há alguns anos e, com certeza, por mais obras que venham a ser concluídas, vai apenas minimizar o problema e será brevemente sentida em razão da novidade viária, mas que não refletirá significativamente no futuro, pois a solução está muito além disso.
Qualquer medida destinada a atacar a imobilidade urbana deve ser sustentável e começar por privilegiar o transporte público, tornando-o atrativo e de menor custo à população, a exemplo de algumas cidades europeias.
Assente-se que a mobilidade urbana não diz respeito somente à circulação de veículos, mas também de pedestres e, neste ponto, o caos impera com calçadas desniveladas, buracos, obstáculos, pisos irregulares e escorregadios, dentre outras coisas, as quais merecem a devida atenção do poder público, dos empresários donos de estabelecimentos comerciais e dos proprietários de imóveis urbanos.
Espera-se que o cidadão, que sofre com tais problemas, saiba escolher, primeiro, onde comprar seus produtos, excluir os comércios que não respeitem as calçadas dos pedestres, bem como os administradores públicos que apresentem propostas eficazes e efetivas que visem amenizar e ou resolver tal problema, antes que aumente o caos já instalado.

