Içara
Morreu neste sábado (18), aos 70 anos, a professora e historiadora Derlei Catarina De Luca. Catarinense de Içara, ela foi uma das principais fontes de informação e memória sobre o movimento estudantil e a resistência contra a ditadura. Derlei lutava contra um câncer e morreu em São Paulo. Seu corpo deve ser velado neste domingo (19), em sua cidade natal, Içara. Em suas redes sociais, amigos e familiares relembram sua trajetória e lamentam sua morte.
Derlei militou na AP (Ação Popular), passou pela prisão Oban (Operação Bandeirante), as sessões de tortura e o caso mais dolorido na sua trajetória de sua participação política: o abandono forçado do seu filho no Paraná para tentar evitar nova prisão e torturas pela repressão antes de ir para o exílio em Cuba.
O prefeito de Içara, Murialdo Canto Gastaldon, decretou luto oficial de três dias no município, em virtude do falecimento de Derlei Catarina de Lucca, aos 71 anos.
“Içara e o Brasil perderam esta noite uma guerreira incansável na luta pela democracia. Derlei Catarina de Lucca, mulher de fibra, forte, corajosa, enfrentou diversas batalhas: a militância, a prisão, o exílio, as saudades de casa, da família e do filho, mas resistiu. Com marcas no corpo e na alma, seguiu lutando bravamente, nos anos pós ditadura, por memória, verdade e justiça. Gratidão por ter tido a oportunidade de conhece-la. Meus sentimentos aos familiares. Derlei, presente!, lamentou o prefeito.

