A morte de Ali Khamenei, líder supremo do Irã desde 1989, foi confirmada pela mídia estatal iraniana neste domingo (2), após ataques aéreos conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra alvos estratégicos em Teerã e outras cidades. A ofensiva ocorreu no sábado (28) e atingiu centros de comando militar e instalações nucleares.
O governo iraniano relatou centenas de mortos nos bombardeios. A ação elevou a tensão no Oriente Médio, provocou retaliações militares e gerou efeitos imediatos no mercado global de petróleo, com reflexos diretos no Brasil.
Ataques atingiram instalações militares e nucleares
Segundo informações divulgadas por autoridades americanas e israelenses, a operação militar teve como alvos posições de mísseis, centros de comando e complexos nucleares, incluindo Natanz.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a morte de Khamenei em rede social, afirmando que a ação contou com cooperação de inteligência com Israel. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou danos a instalações estratégicas em Teerã.
O Irã respondeu com lançamentos de mísseis contra Israel e bases americanas no Oriente Médio. Até o momento, não há confirmação independente do número total de vítimas.
Quem foi Ali Khamenei
Ali Khamenei nasceu em 1939 e foi uma das principais figuras da Revolução Islâmica de 1979, liderada por Ruhollah Khomeini. Tornou-se presidente do Irã em 1981, após sobreviver a um atentado que deixou sequelas permanentes em um dos braços.
Em 1989, assumiu como líder supremo, cargo máximo da República Islâmica, com autoridade sobre as Forças Armadas, o Judiciário e os principais órgãos políticos e religiosos do país.
Durante seu governo, o Irã enfrentou sucessivos protestos internos, como a chamada Revolução Verde (2009) e manifestações em 2019 e 2022. O país também ampliou sua influência regional, apoiando grupos armados no Oriente Médio e mantendo disputas diplomáticas com o Ocidente em torno do programa nuclear.
Sucessão e risco de instabilidade
A sucessão do líder supremo cabe à Assembleia de Peritos, composta por clérigos responsáveis por eleger o novo chefe religioso e político do país.
Relatos indicam a formação de um conselho interino para administrar o país enquanto ocorre o processo formal de escolha. Analistas internacionais apontam risco de disputa interna entre alas conservadoras e reformistas, além de possível instabilidade nas forças de segurança.
O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, elevou as preocupações no mercado energético.
Petróleo dispara e Brasil sente efeitos
A morte de Ali Khamenei e a escalada militar provocaram alta imediata no preço do petróleo Brent, com projeções acima de US$ 100 por barril.
No Brasil, os impactos podem incluir:
Aumento no preço da gasolina e do diesel
Alta nos custos de frete
Pressão sobre a inflação e alimentos
Oscilações na Bolsa de Valores
O comércio bilateral entre Brasil e Irã movimentou cerca de R$ 16 bilhões em 2025, principalmente com exportações brasileiras de carne, milho e soja. Eventuais sanções ou restrições logísticas podem afetar o agronegócio.
A Petrobras tende a se beneficiar da alta internacional do petróleo, ampliando receitas com exportações. Por outro lado, combustíveis mais caros pressionam o consumidor e o setor produtivo.
Reações internacionais
Enquanto autoridades americanas e israelenses defenderam a operação como estratégica, países como China e Rússia pediram contenção e criticaram a ofensiva militar.
A Organização das Nações Unidas (ONU) solicitou diálogo e cessar-fogo imediato para evitar escalada regional.
Até o momento, o governo brasileiro não divulgou nota oficial sobre o episódio, mas acompanha os desdobramentos diplomáticos e comerciais.
Cenário segue em evolução
Especialistas apontam que os próximos dias serão decisivos para avaliar o nível de estabilidade interna no Irã e o impacto nas cadeias globais de energia.
A morte de Ali Khamenei marca um momento histórico no Oriente Médio e pode redefinir o equilíbrio político e estratégico da região.

