Tubarão
A morte do presidiário José Ronaldo da Silva Martins, 41 anos, ex-policial militar de Laguna, quarta-feira, gerou indignação da família. Ele estava internado há quase dois meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC).
José Ronaldo foi espancado por detentos um dia depois de chegar ao Presídio Regional de Tubarão. A agressão ocorreu após a exibição de uma reportagem em um programa de televisão que divulgou o nome e a imagem da vítima, dizendo que ele era ex-policial militar e foi preso por furtar o dinheiro de um caixa eletrônico em Sangão, em fevereiro.
A esposa de José Ronaldo afirma que processará o estado. “Era de responsabilidade do governo a vida do meu marido. Foi tratado como cachorro e desfigurado por vários presidiários”, lamenta a mulher.
O delegado que trabalhava no caso, Genuíno Martins, explica que é necessário abrir inquérito específico da morte de José Ronaldo. “A Polícia Civil é obrigado a iniciar este inquérito. Provavelmente, vamos iniciar os trabalhos nesta segunda-feira”, informa Genuíno.
A família da vítima já registrou um boletim de ocorrência na Central de Polícia. No entanto, como é preciso investigar os autores do crime, o caso poderá ser transferido ao delegado Marcos Ghizoni, coordenador da Central de Operações Policiais (COP).
O inquérito poderá apontar lesão corporal seguida de morte ou até mesmo homicídio. Os agentes prisionais que trabalharam em 2 de fevereiro, dia das agressões, e os presos da ala galeria poderão ser ouvidos no processo policial.

