Lily Farias
Tubarão
Com as festas de fim de ano, o movimento na rodoviária de Tubarão aumentou em 100%. Todos os dias as empresas de viação disponibilizam carros extras para diversas cidades brasileiras, principalmente para as capitais gaúcha (Porto Alegre), paranense (Curtiba), paulista (São Paulo) e catarinense (Florianópolis).
Uma das principais empresas que atua em Tubarão, a Santo Anjo, disponibiliza diariamente cerca de dois a três carros extras para Porto Alegre, Joinville, Florianópolis e Garopaba. Outra empresa de destaque é a Eucatur. Neste caso, o destino mais procurado é para a cidade de São Paulo.
“O fato de sermos a única empresa a fazer viagens para a capital paulista faz com que tenhamos que aumentar a quantidade de veículos. Tem dia que colocamos três carros extras”, comemora a encarregada de gerenciar o guichê na rodoviária de Tubarão, Maria Aparecida Fernandes.
Para Laguna, um dos destinos da região mais procurados, há ônibus a cada hora. A empresa Alvorada não disponibiliza ônibus extras porque a quantidade de veículos é suficiente para atender a demanda. “O trajeto até lá é curto. Então as pessoas preferem ir de carro ou moto”, lembra a agente da empresa WTur, prestadora de serviço à Alvorada.
Paciência para viajar
Viajar para o norte do estado significa ter muita paciência para chegar ao destino. As filas na BR-101 são gigantescas. Faz calor. Nos últimos dias, o trajeto de cerca de 30 quilômetros entre Tubarão a Laguna, por exemplo, levou cerca de duas a três horas para ser percorrido.
O alfaiate Mario de Jesus saiu de ônibus de Tubarão nesta sexta-feira. O destino: Florianópolis. Mario já sabe que vai chegar com pelo menos duas horas de atraso, mas ainda assim prefere o ônibus. Tem motorista particular e ar-condicionado! “Paciência. É a única palavra que conheço para poder viajar tranquilo”, resume ele, com bom-humor.
Conscientes de que esta época do ano é difícil para cumprir os horários estimados para as viagens, na empresa Alvorada, por exemplo, que dispõem linhas para toda a região, a grade horária dos motoristas e cobradores é feita conforme o tempo que levam na estrada.
“Nosso horário de entrada nos ônibus é a cada duas horas. Assim ninguém fica sem tempo hábil para trabalhar no próximo ônibus e conseguimos atender a demanda”, explica o motorista Edson da Luz.
O alfaiate Mario de Jesus embarcou para Florianópolis nesta sexta-feira já sabendo que iria chegar, no mínimo, com duas horas de atraso na capital Catarinense

