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MPF será acionado

Ontem, havia cerca de oito pontos de comércio de rua irregular na avenida Marcolino Martins Cabral
Ontem, havia cerca de oito pontos de comércio de rua irregular na avenida Marcolino Martins Cabral

 

Angelica Brunatto
Tubarão
 
A reclamação dos lojistas tubaronenses, sobre o comércio de rua irregular, é bastante antiga. Os empresários alegam que a concorrência é injusta, pois os ambulantes não pagam impostos, aluguel e funcionários, por exemplo.
 
Esse tipo de atividade já fez alguns lojistas deixarem de vender por conta da diferença de preços. Esta a situação que vive a comerciante Karoline Nunes, proprietária da Casa Nunes, no centro da cidade. “Não vendo mais lenços. No ano passado, trouxe 200 peças e vendi tudo. Este ano trouxe 50 e não saiu metade”, lamenta.
 
Karoline vendia as peças a quase R$ 30,00, enquanto nas ruas, o produto, ainda que sem a mesma qualidade, saía por R$ 15,00. “Pago funcionários, impostos e energia elétrica. Eles não arcam com estes custos. É impossível competir”, enumera.
 
Até ontem, havia pelo menos oito pontos com comerciantes irregulares na extensão central da avenida Marcolino Martins Cabral. Relógios, bonés, meias, óculos de sol e até roupas eram vendidos sem nota fiscal. Durante do evento Sábado é o Dia D, este número sobre para 12. No Natal e outras datas de intensa movimentação, são mais de 30 pontos de comércio irregular.
 
Para tentar reverter esta situação e conter o avanço dos trabalhadores ambulantes, a diretoria da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Tubarão tomará algumas medidas. Na próxima terça feira, representantes irão ao Ministério Público Federal (MPF) para formalizar a reclamação.
 
“A promotoria notificará a prefeitura e nos indicará o que mais podemos fazer”, antecipa o presidente do órgão municipal, Felipe Nascimento. A intenção da CDL não é fazer com que as pessoas deixem de trabalhar, mas se regularizem.
 
Medida não atingirá a todos
As medidas restritivas que a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Tubarão pretende tomar para evitar o crescimento de pontos de comércio irregular pela cidade, não inclui os vendedores de alimentos, como churros, pipoca, pão de queijo e pastéis. As as bancas de revistas e os camelôs instalados no pátio da antiga rodoviária também não serão atingidos.
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