Rafael Andrade
Tubarão
Um pequeno pinheiro, no quintal de uma casa no bairro Passagem, deu ‘frutos’: centenas de casulos de borboletas surpreenderem os moradores da região. O fato chama a atenção porque um foguete explodiu em uma parte da árvore há três meses. Desde então, a vegetação queimada ficou propícia ao aparecimento dos insetos. “É interessante esta ‘invasão’ dos casulos, são centenas. O engraçado é que a parte da árvore não atingida pelo artefato de pólvora jogado no meu quintal também está ‘dando frutos’ de casulos”, satiriza a proprietária da casa, Simone Fortunato.
A filha de Simone, Talita Fortunato, acredita que houve uma reação química. “Há mais de dez anos, plantamos este pinheiro em frente a varanda da casa e é a primeira vez que aparecem casulos nele”, relata a adolescente.
A bióloga Josiane Somariva Prophiro colocou-se à disposição da família para realizar uma averiguação na árvore e estudar o caso. “São casulos de lepidóptera (borboletas). Este tipo de lagarta junta diversos pedaços de galhos e embrulha com uma teia para confeccionar o casulo. Como existem galhos secos na mesma árvore, ficou um ambiente bem favorável para elas”, explica Josiane.
As borboletas são animais holometábolos, ou seja, passam por uma metamorfose ou transformação completa até o seu desenvolvimento. Passam pelo processo na pupa, também chamado ninfa, e, em alguns casos, crisálida, que é o estágio intermediário entre a larva e o adulto, dentro de um casulo de proteção. “Após um período de alguns dias de sol, ocorre o processo de rompimento dos casulos. O calor é fundamental para completar este ciclo”, esclarece a bióloga.

